08 agosto 2009

Céu e Inferno - Divaldo Franco

Umbral, Fogo Purificador, Purgatório, Culpa, Atitude mental ...

Parte 1


Parte 2

Parte 3


Nós Vamos Morrer!

Por Mauro Kwitko
Os mestres orientais dizem que para sabermos viver devemos lembrar freqüentemente que vamos morrer. Claro, nosso corpo carnal... Então, penso que sempre devemos recordar que um dia deixaremos esse corpo e essa dimensão física, e que nossas relações afetivas e familiares como estão estruturadas, através de rótulos, são apenas dessa encarnação (em outras encarnações são através de outros rótulos). O que levaremos conosco no dia em que partirmos? Tudo que é sólido permanecerá por aqui, ou seja, nosso corpo físico e tudo o mais visível. Na verdade, nada é sólido, mas para fins didáticos, dividirei as coisas em duas categorias: o que é visível (“sólido”) e o que é invisível.

Quando subirmos, apenas nos acompanharão os nossos sentimentos (no corpo emocional); os nossos pensamentos (no corpo mental), nossos atos, memórias, enfim, tudo que é invisível. As boas ações nos seguirão, as más também; o amor, a caridade, os gestos de fraternidade estarão conosco ao lado dos ódios, das raivas, dos gestos violentos, dos egoísmos. Os bons e os maus pensamentos e os bons e os maus sentimentos lado a lado, confrontando-se.

Qual será a nossa auto-avaliação, então? Evidentemente será o que estiver prevalecendo, e aí virá a sensação de vitória ou de derrota.

É muito triste a constatação do erro, uma encarnação transformada numa seqüência de atos equivocados, a nossa atuação regida por uma persona que, embora real por natureza, vive de maneira ilusória, presa nas armadilhas, por não se perceber temporária, por não se conectar aos seus verdadeiros propósitos e metas.

Está tudo perdido? Claro que não. Não existe o céu e o inferno, embora algumas dimensões espirituais se assemelhem a isso. Na verdade, existem muitas dimensões para onde iremos após a morte do corpo físico e o que determinará isso é o nosso padrão emocional e mental e a freqüência vibratória decorrente.

No mundo invisível, o semelhante atrai o semelhante. Nada é religioso, nada é oculto nem misterioso, tudo é explicado pela Física, principalmente pela moderna Física, a Quântica. Não devemos confundir reencarnação com religião nem rotular os contatos com seres de outros Planos ou dimensões como misticismo, ocultismo... Estamos entrando na Ciência do futuro! De acordo com nossa freqüência ao desencarnarmos, poderemos subir rapidamente para a Luz, se estivermos leves, ou mais lentamente, se estivermos um pouco densos; ou poderemos nem chegar lá, se estivermos muito pesados!

Para subirmos, quanto mais leves, melhor; e leveza quer dizer bom caráter, amabilidade, sensibilidade, pensamentos positivos, bons sentimentos, boas ações, altruísmo, espiritualidade. A tristeza pesa, a mágoa pesa, a raiva pesa, o materialismo pesa, o egoísmo pesa demais... Muitas pessoas se perguntam: como é a vida depois da morte? Na verdade, essa pergunta está errada até em sua formulação - pois não existe morte - nem existe vida depois da morte; o que existe é um eterno continuum... Somos sempre nós, a nossa Essência, a nossa Consciência, estejamos nesse Plano Terreno ou não. Quem entender isso perderá o medo da morte e ao mesmo tempo aumentará a sua responsabilidade com a "vida", quer dizer, a responsabilidade da sua Personalidade encarnada com a sua existência atual.

A nossa Essência confia em nós e fica "torcendo" por nós, como se fosse uma torcida organizada na arquibancada. Ela, às vezes, pode "entrar em campo" apenas como o técnico o faz à beira do gramado, transmitindo orientações, mas quem está jogando é a nossa Personalidade Inferior. Mas poucos jogadores escutam o técnico. Obedecer, então... Não é apenas pelo procedimento nessa atual passagem terrena que nosso destino será traçado após o desencarne. Na verdade, tudo é uma questão de "crédito e débito", energeticamente falando, e não do antigo ponto de vista religioso baseado na culpa e no temor.

Nós abandonamos esse corpo físico melhores ou piores do que quando chegamos, dependendo de como pensamos, sentimos e agimos. Uma pessoa que nessa vida portou-se de maneira equivocada, do ponto de vista moral e ético, mas possui suficiente "crédito" de outras existências pretéritas, não terá o mesmo destino de outra que não o possui.

É importante que isso fique bem claro, senão cairemos no critério dualístico de que quem faz o bem vai para o "céu", quem não faz vai para o "inferno", e não é assim. Claro que quem acrescentar positividades aos seus corpos emocional e mental, por bons sentimentos e bons pensamentos, provavelmente terá esse seu mérito reconhecido, não por alguma entidade julgadora, uma imagem de um Deus criado pelos homens que não existe, mas pelas leis da Física, e será conduzido vibracional e automaticamente para regiões onde a freqüência vibratória é compatível com a sua.

Tudo é explicado pela Física... O semelhante atrai o semelhante, estejamos encarnados ou desencarnados.

É importante que a noção de continuidade permaneça forte em nosso raciocínio, porque não se pode avaliar uma atuação apenas nessa vida como determinante do destino pós-morte carnal. Nós somos a mesma Consciência, a mesma Essência, e cada vida terrena é como um dia... Então, pode-se ter um dia em que se praticam más ações, mas se em dias anteriores o conjunto das boas ações predominou, o resultado final - vibratoriamente falando - é que contará.

Não existe julgamento de quem quer que seja a nosso respeito. Tudo é conseqüência de nossa freqüência vibratória, estejamos aqui ou do "lado de lá". Não existem juizes ou julgadores, apenas nós mesmos, a nossa freqüência vibratória e o que sintonizamos.

O chamado Umbral (Inferno) são regiões de baixa freqüência onde estão os seres que vibram nessa sintonia. As experiências nesse local são muito desagradáveis e sofridas, mas em algum tempo, essas Consciências desencarnadas podem ascender a níveis superiores de freqüência, por méritos próprios e/ou por trabalhos de resgate dos planos espirituais superiores.

É importante termos bem clara a noção de que a morte do corpo terreno não determina o final da existência, nada muda a não ser a ausência do corpo físico. Os sentimentos e os pensamentos permanecem exatamente como eram, ou seja, segue tudo igual, somente o corpo material não é mais necessário, pois se abandona a trajetória terrena.

Não devemos temer a "morte", muito pelo contrário, devemos pensar nela com lucidez, para irmos retificando nossa trajetória, corrigindo e purificando os nossos pensamentos e sentimentos. Devemos viver essa vida terrena com a morte do corpo presente, não como algo mórbido, e sim como um alerta para não nos esquecermos da responsabilidade, enquanto Personalidade Inferior, em relação à nossa Essência e a transitoriedade.

A morte física é o retorno ao Plano Astral e o ideal é que essa volta seja feliz e vitoriosa. Mas não é o que se observa na prática, em que a maioria dos retornos é acompanhada de doenças graves, sofrimento, depressão, mágoa, raiva, etc. Quem ficar velho, feliz, realizado, ativo, bondoso, dócil, manso, e morrer bem, chegará lá em cima como um vitorioso.

Fonte: http://somostodosum.ig.com.br/clube/artigos.asp?id=05008

02 julho 2009

Afinidade e Sintonia - Emmanuel

AFINIDADE :
O homem permanece envolto em largo oceano de pensamentos, nutrindo-se de substância mental, em grande proporção. Toda criatura absorve, sem perceber, a influência alheia nos recursos imponderáveis que lhe equilibram a existência.
Em forma de impulsos e estímulos, a alma recolhe, nos pensamentos que atrai, as forças de sustentação que lhe garantem as tarefas no lugar em que se coloca. O homem poderá estender muito longe o raio de suas próprias realizações, na ordem material do mundo, mas, sem a energia mental na base de suas manifestações, efetivamente nada conseguirá.

Sem os raios vivos e diferenciados dessa força os valores evolutivos dormiriam latentes, em todas às direções. A mente, em qualquer plano, emite e recebe, dá e recolhe, renovando-se constantemente para o alto destino que lhe compete atingir. Estamos assimilando correntes mentais, de maneira permanente. De modo imperceptível, “ingerimos pensamentos”, a cada instante, projetando, em torno de nossa individualidade, as forças que acalentamos em nós mesmos.

Por isso, quem não se habilite a conhecimentos mais altos, quem não exercite a vontade para sobrepor-se às circunstâncias de ordem inferior, padecerá, invariavelmente, a imposição do meio em que se localiza. Somos afetados pelas vibrações de paisagens, pessoas e coisas que nos cercam. Se nos confiamos às impressões alheias de enfermidade e amargura, apressadamente se nos altera o “tônus mental”, inclinando-nos à franca receptividade de moléstias indefiníveis.

Se nos devotamos ao convívio com pessoas operosas e dinâmicas, encontramos valioso sustentáculo aos nossos propósitos de trabalho e realização. Princípios idênticos regem as nossas relações uns com os outros, encarnados e desencarnados. Conversações alimentam conversações. Pensamentos ampliam pensamentos. Demoramo-nos com quem se afina conosco. Falamos sempre ou sempre agimos pelo grupo de espíritos a que nos ligamos. Nossa inspiração está filiada ao conjunto dos que sentem como nós, tanto quanto a fonte está comandada pela nascente.

Somos obsidiados por amigos desencarnados ou não e auxiliados por benfeitores, em qualquer plano da vida, de conformidade com a nossa condição mental. Daí, o imperativo de nossa constante renovação para o bem infinito. Trabalhar incessantemente é dever. Servir é elevar-se. Aprender é conquistar novos horizontes.

Amar é engrandecer-se. Trabalhando e servindo, aprendendo e amando, a nossa vida íntima se ilumina e se aperfeiçoa, entrando gradativamente em contato com os grandes gênios da imortalidade gloriosa.


SINTONIA.
As bases de todos os serviços de intercâmbio, entre os desencarnados e encarnados, repousam na mente, não obstante as possibilidades de fenômenos naturais, no campo da matéria densa, levados a efeito por entidades menos evoluídas ou extremamente consagradas à caridade sacrificial.

De qualquer modo, porém, é no mundo mental que se processa a gênese de todos os trabalhos da comunhão de espírito a espírito.Daí procede a necessidade de renovação idealística, de estudo, de bondade operante e de fé ativa, se pretendemos conservar o contato com os Espíritos da Grande Luz.

Simbolizemos nossa mente como sendo uma pedra inicialmente burilada. Tanto quanto a do animal, pode demorar-se, por muitos séculos, na ociosidade ou na sombra, sob a crosta dificilmente permeável de hábitos nocivos ou de impulsos degradantes, mas se a expomos ao sol da experiência, aceitando os atritos, as lições, os dilaceramentos e as dificuldades do caminho por golpes abençoados do buril da vida, esforçando-nos por aperfeiçoar o conhecimento e melhorar o coração, tanto quanto a pedra burilada reflete a luz, certamente nos habilitamos a receber a influência dos grandes gênios da sabedoria e do amor, gloriosos expoentes da imortalidade vitoriosa, convertendo-nos em valiosos instrumentos da obra assistencial do Céu, em favor do reerguimento de nossos irmãos menos favorecidos e para a elevação de nós mesmos à regiões mais altas.

A fim de atingirmos tão alto objetivo é indispensável traçar um roteiro para a nossa organização mental, no Infinito Bem, e segui-lo sem recuar. Precisamos compreender – repetimos – que os nossos pensamentos são forças, imagens, coisas e criações visíveis e tangíveis no campo espiritual. Atraímos companheiros e recursos, de conformidade com a natureza de nossas idéias, aspirações, invocações e apelos.

Energia viva, o pensamento desloca, em torno de nós, forças sutis, construindo paisagens ou formas e criando centros magnéticos ou ondas, com os quais emitimos a nossa atuação ou recebemos a atuação dos outros. Nosso êxito ou fracasso dependem da persistência ou da fé com que nos consagramos mentalmente aos objetivos que nos propomos alcançar. Semelhante lei de reciprocidade impera em todos os acontecimentos da vida. Comunicar-nos-emos com as entidades e núcleos de pensamentos, com os quais nos colocamos em sintonia.

Nos mais simples quadros da natureza, vemos manifestado o princípio da correspondência. Um fruto apodrecido ao abandono estabelece no chão um foco infeccioso que tende a crescer, incorporando elementos corruptores. Exponhamos a pequena lâmina de cristal, limpa e bem cuidada, à luz do dia, e refletirá infinitas cintilações do Sol.

Andorinhas seguem a beleza da primavera. Corujas acompanham as trevas da noite. O mato inculto asila serpentes. A terra cultivada produz o bom grão. Na mediunidade, essas leis se expressam, ativas. Mentes enfermiças e perturbadas assimilam as correntes desordenadas do desequilíbrio, enquanto que a boa-vontade e a boa intenção acumulam os valores do bem. Ninguém está só.

Cada alma recebe de acordo com aquilo que se dá. Cada alma vive no clima espiritual que elegeu, procurando o tipo de experiência em que situa a própria felicidade. Estejamos, assim, convictos de que os nossos companheiros na Terra ou no Além são aqueles que escolhemos com as nossas solicitações interiores, mesmo porque, segundo o antigo ensinamento evangélico, “teremos nosso tesouro onde colocarmos o coração”.


http://www.comunidadeespirita.com.br/temas/TEMA%20SINTONIA.htm

Sintonia e Afinidade

UNIVERSO E VIDA – Hernani Sant'ana
Sintonia. (...) A associação de interesses (sintonia/afinidade) é regra de conduta que a divina lei de amor impõe naturalmente em toda a parte.

(...) cada um de nós conviverá sempre em toda parte e a todo o tempo, com aqueles com quem se afina, efetuando permanentemente, com os seus semelhantes, as trocas energéticas que, em face da lei, asseguram a manutenção de todas as vidas.

(...) Qualquer mudança de sintonia, ou diferenciação de níveis de troca energética vital, sempre decorrerá necessariamente de alteração do potencial íntimo de cada espírito e da natureza de seus pensamentos e emoções.
As forças que no jungem uns aos outros são, por isso mesmo, as que emitimos de nós e alimentamos em nosso próprio âmago.

SINTONIA ESPIRITUAL: Sintonia significa, em definição mais ampla, entendimento, harmonia, compreensão, ressonância ou equivalência. (...) é portanto, um fenômeno de harmonia psíquica, funcionando, naturalmente, à base de vibrações. (cap. 4, pág. 27)

PROBLEMAS DE SINTONIA

Na sua feição de aparelhagem eletromagnética, de extrema e delicada complexidade, o ser humano apresenta a singularidade de não poder jamais desligar-se ou ser desligado. Mesmo nas piores condições de monoideísmo, ou despido da roupagem perispirítica, após os dolorosos eventos da segunda morte da forma, e até nas mais ingratas condições de letargia mental, o espírito humano continua ativo e sintonizado com as noures a que se afina.

Sendo o pensamento contínuo uma conquista definitiva da alma, não pode esta, ainda que o queira, desligar-se do circuito através do qual se ajusta às forças vivas e conscientes do Universo. Entretanto, cada qual emitirá e receberá sensações na faixa de frequência que lhe é própria, e da mesma qualidade que lhe marca o teor dos interesses.

Embora ondas de todos os comprimentos cruzem constantemente o ar que respiramos, nenhum aparelho receptor de frequência modulada consegue captar as emissões de ondas curtas para as quais não foi programado.
Contudo, uma vez que esteja funcionando, captará compulsoriamente os sons da frequência com que estiver sintonizado.

Em razão disso, cada um de nós conviverá sempre, em toda parte e a todo tempo, com aqueles com quem se afina, efetuando permanentemente, com os seus semelhantes, as trocas energéticas que, em face da lei, asseguram a manutenção de todas as vidas.

Atendendo às disposições da afinidade, esse imperativo substancia igualmente o primado da justiça iniludível que preside a todos os destinos, na imensa esteira da evolução. Qualquer mudança de sintonia, ou diferenciação de níveis de troca energética vital, sempre decorrerá necessariamente de alteração do potencial íntimo de cada espírito e da natureza de seus pensamentos e emoções.
As forças que nos jungem uns aos outros são, por isso mesmo, as que emitimos de nós e alimentamos em nosso próprio âmago. Os compromissos que disso decorrem são mais do que evidentes, pois ninguém deixará, em momento algum, de integrar e engrossar alguma corrente de forças, atuante e dirigida para determinado objetivo. Cada qual de nós está, portanto, trabalhando sem cessar, de momento a momento, seja para o bem ou para o mal, na construção do amor ou do ódio, da alegria ou da desventura, da felicidade ou do desequilíbrio.

Claro que o problema da responsabilidade é sempre proporcional ao nível de consciência de cada um. Em sua grande maioria, os espíritos terráqueos não são, na atualidade, deliberadamente maus, embora estejam muito longe de ser conscientemente bons. Vogam, por isso, alternada e desordenadamente, entre os impulsos superiores e os inferiores, experimentando, na angústia de sua indefinição, todas as gamas de sensações de uma experiência multifária, que ainda se processa ao sabor dos improvisos, entre crises de animalidade e anseios de integração com o Céu. Fazendo e desfazendo, construindo e demolindo, plantando rosais e espinheiros, a alma humana comum é qual folha batida por todos os ventos e arrastada por todas as correntezas.

Quando, porém, um coração já ascendeu a planos mais altos e já se acostumou ao pão divino de ideais elevados e de sensações sublimadas, não sintonizará, sem terríveis padecimentos interiores, as faixas de emoções mais deprimentes da experiência humana. Independentemente das responsabilidades que assuma e dos males que semeie, e que terá de colher, essa consciência amargurada sentirá vibrar, nos seus mais tristes acentos, a nostalgia do paraíso perdido. E como ninguém atraiçoa impunemente a lei, nem a si mesmo, esse espírito infeliz corre ainda o risco enorme de, pelo seu maior poder de percepção e de sintonia, cair vitimado por processos demoníacos de hipnose obsessiva, sob o guante impiedoso do poder das Trevas.

É assim que se criam, frequentemente, doridos e complicados processos de resgate e recuperação de Espíritos substancialmente nobres, que se deixaram voluntariamente imergir em densos lagos de lama. Essa a razão da advertência do Divino Mestre, que há dois mil anos repercute no mundo: "Aquele que comete pecado faz-se escravo do pecado." Nem é por diverso motivo que o Cristo nos convida, compassivo, há vinte séculos, a sermos "filhos da Luz".

O PODER DAS TREVAS

Espantam-se alguns companheiros de aprendizado com as demonstrações de força do chamado Poder das Trevas, capaz de organizar verdadeiros impérios, em zonas umbralinas e nas regiões subcrostais, de onde consegue atuar organizada e maleficamente sobre pessoas e instituições na Crosta da Terra. O espanto, porém, é descabido, não só por motivos de boa lógica, mas, igualmente, por motivos de ordem técnica.

Por mais intelectualizados que possam ser os gênios do mal, e por mais sofisticados que sejam os seus recursos tecnológicos, não podem eles, nunca puderam e jamais poderão afrontar a sabedoria e o Poder do Cristo e de seus grandes mensageiros, que controlam, com absoluta segurança, todos os fenômenos ocorrentes no planeta e no sistema de que este é parte. Tudo o que as Inteligências rebeladas podem fazer é rigorosamente condicionado aos limites de justiça e tolerância que o Governo da Vida estabelece, no interesse do sumo bem.

É fora de dúvida que os "Dragões" e seus agentes possuem ciência e tecnologia muito superiores às dos homens encarnados, e, sempre que podem, as utilizam. Entretanto, os Poderes Celestes sabem mais e podem mais do que eles. A Treva pode organizar, e organiza, infernos de vasta e aterrorizadora expressão; contudo, sempre que semelhantes quistos ameaçam a estabilidade planetária, a intervenção superior lhes promove a desintegração.

Os "demônios", que se arrogam os títulos de "juizes", e que há muitíssimo tempo utilizam, em larga escala, processos e instrumentais de desintegração que nem a mais moderna ficção científica dos encarnados ainda sequer imagina, realmente conhecem muito mais do que os homens sobre a estrutura e a dinâmica dos átomos e das partículas elementares. Eles sabem consideravelmente mais do que os cientistas e pesquisadores terrenos, acerca de muito mais coisas do que massa, carga, spin, número bariônico, estranheza e vida média de lambdas, sigmas, csis, ômegas, etc., e conseguem verdadeiros "milagres" tecnológicos, a partir de seus conhecimentos práticos avançados sobre ressonâncias e recorrências, usando com mestria léptons, mésons e bárions, além de outras partículas, como o gráviton, que o engenho humano experimentalmente desconhece.

Apesar disso, os operadores celestes não somente varrem, com frequência, o lixo de saturação que infecta demasiado perigosamente certas regiões do Espaço, aniquilando-o através de interações de partículas com antipartículas atômicas, como se valem de outros recursos, infinitamente mais poderosos, rápidos e decisivos, para além de todas as forças eletromagnéticas e físico-químicas ao alcance das Trevas.

Também a capacidade de destruição do homem encarnado permanece sob o rigoroso controle do Poder Celeste. A energia produzida pelas reações nucleares, que os belicistas da Crosta já conseguem utilizar, não vai além de um centésimo da massa total dos reagentes. Eles sabem que o encontro de um pósitron com um elétron de carga negativa resulta na total destruição de ambos, pela transformação de suas massas em dois fótons de altíssima energia. Entretanto, não conseguem pósitrons naturais para essas reações e não são capazes ainda de produzi-los senão à custa de um dispêndio energético praticamente insuportável.

Assim, as Trevas podem realmente assustar-nos e ferir-nos, sempre que nossos erros voluntários nos colocam ao alcance de sua maldade. Basta, porém, que nossa opacidade refuta um único raio do Amor Divino, para que nenhuma força maligna possa exercer sobre nós qualquer poder. (...)



http://www.comunidadeespirita.com.br/temas/TEMA%20SINTONIA.htm

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