23 outubro 2006

Energia Sexual

Sexo e Fator de Obsessão

“Ninguém se engane quanto aos compromissos do sexo perante a Vida. E cuide também de não enganar a outrem. Cada um responde pelo o que inspira, e pelo o que faz.” - Manoel Philomeno de Miranda "

Vive-se na Terra, a hora do sexo. O sexo vive na cabeça das pessoas, parecendo haver saído da organização genética onde se sedia. Vulgarizado e barateado pelos meios de comunicação de massa, tornou-se motivo essencial da vida de milhares de pessoas, sempre frustradas e insatisfeitas. Julgando-se a criatura humana como sendo tão somente o corpo, cresce hoje o vil mercado das sensações, em completo desrespeito e desconsideração pelo ser humano.
O homem e a mulher verdadeiros são os seus valores éticos, as suas aspirações, as suas lutas e sonhos, os objetivos nobres que trazem dentro de si. Sitiar a criatura apenas nos vapores da libido desenfreada, como vem acontecendo, é atitude injustificável perante todo o progresso psíquico, emocional e intelectual que nos colocam hoje no patamar da razão.
Alheios a tais aquisições, homens tomam de seus veículos automotores, a vagar pela noite, à procura de uma parceira que lhe satisfaça os impulsos. Forma-se uma corrente mental indirecionada, já que a mulher de seus desejos só existe no seu pensamento. Imediatamente, dezenas de espíritos trevosos captam o “fio mental” do desejo sexual do homem imprevidente e vão em sua direção. Por influência deles é encontrada a parceira ideal, a fim de estarem eles próprios a participar do infeliz ato sexual, porque desprovido dos condimentos do amor.
Sem a afetividade sincera e honesta dando sustentabilidade à relação sexual do ser humano, este se faz presa fácil da parasitose obsessiva que se estabelece. Acoplando-se ao Chakra Coronário, localizado no topo da cabeça, centro vital responsável pela “alimentação das células do pensamento” e relacionado ao funcionamento de todo o sistema nervoso, conforme elucida o espírito Manoel Philomeno de Miranda, em seu livro “Sexo e Obsessão”, o desencarnado penetra nas ondas mentais do encarnado e, desta forma, passa a sentir as mesmas e idênticas sensações que sua vítima experiencia. Simultâneo a este acoplamento, ocorre a expansão de uma densíssima massa energética chamada ectoplasma, a qual permite com maior facilidade a absorção das baixas energias da relação sexual do casal desavisado.
Hoje, dessa forma, milhares de criaturas são vítimas das vampirizações espirituais. Se tivessem envolvido as suas vibrações no sentimento sincero do amor; se tivessem resguardado seus canais mediúnicos, que todos temos; se tivessem mantido seus pensamentos em patamar elevado; e não seriam vítimas então desses terríveis conúbios obsessivos.
Urge na Terra a necessidade de uma educação mental por parte das criaturas. O pensamento é força atuante e estamos constantemente rodeados por consciências desencarnadas de toda natureza. Pensar de maneira correta e elevada é atitude de todo aquele que tem o desejo sincero de evoluir, de progredir sem limites no rumo da plenitude que o espera. Conforme as emanações mentais que mantivermos, da mesma forma se apresentará a nossa vida e o nosso comportamento. O ser humano é energia pensante e onde estiver irradiará o que traz dentro de si, atraindo as companhias correspondentes: “Diga-me com quem andas e eu te direi quem és”, já dizia o conhecido provérbio popular.
Quando um encarnado mantém o seu pensamento no nível dos prazeres vulgares, sua vibração é sentida pela espiritualidade inferior como se fora um estridente sinal sonoro, uma verdadeira “sirene do desejo”...e então localizam com facilidade o homem e a mulher inadvertidos, de acordo com as afirmações do espírito Galileu Galilei, em seu livro “Amor e Fator Obsessão”. Tais emissões vibratórias em suas mentes ocasionam a produção de enzimas psíquicas ou bacilos psíquicos, microscópicos corpúsculos desconhecidos da ciência terrena os quais irão atacar as células reprodutoras masculina e feminina. Ao exaurir as fontes da sexualidade, da vitalidade genésica, provocam transtornos e doenças como o câncer de próstata e o câncer uterino. Da mesma forma, o baixo teor vibratório emitido pela tela mental desorganiza a sede da consciência individual de cada célula, que passam então a funcionar irregularmente, conforme nos esclarece Joanna de Ângelis, em seu livro “Adolescência e Vida”, abrindo o campo receptivo à instalação de várias doenças. Não são os microorganismos visíveis os responsáveis pela causa das doenças, mas sim o psiquismo em deterioramento, que abre um canal enfermiço para todo o corpo perispiritual e físico.
Há casais em nossos dias, os quais entenderam erroneamente que o sexo é tudo, e entregam-se a viciações sexuais de difícil libertação, as quais nem mesmo os especialistas conseguem compreender com facilidade. Enquanto se permitirem licenças morais e aberrações sexuais como vem ocorrendo, desorganizarão sistematicamente toda a sua aparelhagem genésica, o que acarretará doenças inadiáveis, por lesarem com vigor seus perispíritos.
Sob a óptica espírita, portanto, a única maneira de vivenciar a função sexual de forma correta é através do amor. Quando os indivíduos se amam, não ocorre somente a permuta física mas, principalmente, a de ordem psíquica, conforme afirma Walter Barcellos, em “Sexo e Evolução”. Os olhares sinceros se encontram e intercambiam raios psíquico-magnéticos que os vitalizam, estimulando a coragem, o ânimo e a alegria de viver. Quanto mais espiritualizado, quanto mais sincero e honesto for o sentimento que une duas criaturas, mais rica e sublime será a permuta magnética entre as duas, que têm a sua intimidade completamente protegida pelos mentores de ambos, os quais utilizando-se dos pensamentos elevados da atmosfera psíquica do casal, constróem a “residência fluídica” que os protegerá de qualquer espírito infeliz.
Já o mesmo não ocorre quando a relação sexual é desprovida de sentimentos nobres, sendo a sua passagem rápida e frustrante, o que gera naqueles a que se entregam sentimentos de vazio e arrependimento – porque não completa, não preenche, não vitaliza - , além de ficar o casal completamente vulnerável à ação da espiritualidade inferior.
O sexo não foi elaborado por Deus a fim de possibilitar tais deleites irresponsáveis, mas sim para o renascimento das vidas, que retornam ao cenário terreno, e para as sensações compensativas das jornadas diárias, na permuta de hormônios que acalmam e da afetividade que robustece as criaturas e as completam. Sendo o espírito neutro na sua sexualidade, possui ambas as polaridades psíquicas, masculina e feminina, e as expressa conforme for o melhor para a sua evolução; ora encarnando como homem, ora encarnando como mulher, com o intuito de desenvolver os sentimentos inerentes a cada polaridade.
Quando a sexualidade, entretanto, é aviltada, vulgarizada e desrespeitada em sua constituição, retorna o espírito em outra polaridade a qual não corresponde ao corpo físico, de forma a não poder dar curso aos seus desejos, esclarece o nobre mentor Bezerra de Menezes. Pode ainda o ser reencarnante vir a ocupar um corpo com sérias limitações mentais, o que impossibilitará – com fins preventivos e terapêuticos - , a elaboração das obscenidades que tanto o prejudicaram, quando o empurraram para o fosso das paixões primitivas.
Considera-se nos nossos dias, o prazer corporal como o único meio de felicitar os indivíduos. Os defensores de tal idéia ignoram, por outro lado, uma série de outros prazeres mais sutis, mas que também são fortemente registrados no psiquismo, fomentando o bem-estar e a alegria de viver. São os prazeres da afetividade sincera, o prazer intelectual que se frui diante do aprofundamento em alguma área do conhecimento, o prazer estético, através das artes e das criações da cultura em toda parte, e ainda o prazer espiritual, decorrente dos mergulhos dentro de si mesmo e do contato com a espiritualidade. Há ainda o prazer cultivado quando acalentamos ideais para nossas vidas, objetivos pelos quais nos esforçamos com empenho e dedicação, planos profissionais ou afetivos, junto daqueles que amamos. Todos esses são prazeres do espírito, da alma humana, uns passageiros, como os prazeres físicos, outros perenes porque abstratos, imateriais, mas que da mesma forma impulsionam o indivíduo para as lutas diárias, para os desafios da caminhada terrena.
Tudo isto constitui o que a benfeitora Joanna de Ângelis considera como sublimação ou transmutação da função sexual. A libido, como a denominou Sigmund Freud, é energia psíquica que pode ser canalizada para várias áreas: para os esportes, para o conhecimento, para a arte, a afetividade...Sempre que nos dedicamos a alguma tarefa ou trabalho, ou mesmo a algum esporte, estamos sublimando ou transmutando energia sexual para diferentes aspectos da vida, a gerar equilíbrio energético e saúde orgânica.
A função sexual, em sua constituição íntima, é criativa das formas físicas, mas principalmente das expressões da beleza, da cultura e da arte, como elucida a mentora de Divaldo Franco, em seu livro “O Despertar do Espírito”. Todos os grandes avanços do conhecimento humano, seja através das expressões artísticas ou da ciência, foram frutos desta energia sublimada de homens e mulheres abnegados. Isso não significa ausência de relações sexuais, mas sim o direcionamento criativo da libido para diversas áreas, e não somente para a área genésica.
Nesta tarefa, portanto , de sublimação e transmutação das energias sexuais, devemos tomar ainda o cuidado de não acalentar qualquer sentimento de culpa ou vergonha em relação às sensações fisiológicas, perfeitamente naturais, o que provocaria a repressão de conteúdos para o inconsciente, gerando transtornos e desequilíbrios inevitáveis. Devemos sempre lembrar de que o sexo é obra Divina, elaborado para o crescimento e felicidade das criaturas. A forma como empregarmos as forças sexuais do espírito é que responderá por suas conseqüências – quer sejam de luz ou de trevas.
Torna-se inadiável, e quão urgente, neste momento, que esta visão espiritual da sexualidade seja levada às gerações mais novas, na tarefa de proporcionar uma correta educação para a vida sexual. A educação sexual que os jovens tem recebido nas escolas, na qual somente o corpo físico é abordado, os têm levado à entrega completa aos impulsos fisiológicos, os atirando em viciações e processos obsessivos lamentáveis. Conforme nos adverte Joanna de Ângelis, em seu livro “Adolescência e Vida”, “quando se pretende transferir para a Escola a responsabilidade da educação sexual, corre-se o risco, que deverá ser calculado, de o assunto ser apresentado com leveza, irresponsabilidade e perturbação do próprio educador, que vive conflitivamente o desafio, sem que o haja solucionado nele próprio”(1997, pg.21). Certamente existem professores os quais trabalham o tema com dignidade e honradez – embora ignorem os fatores espirituais - , mas, infelizmente, estes constituem exceção. O que se percebe nas aulas ministradas sobre sexo, em sua maioria, é a completa banalização do aparelho genésico, com a utilização de palavreado impróprio e vulgar, além de imagens chocantes, a causar perturbação nos mais tímidos e incitar ao cinismo e à malícia aqueles espíritos que renascem sob a influência de vícios muito arraigados, que longe de serem reforçados, deveriam ser substituídos por hábitos salutares.
A correta educação sexual, sob a óptica do Espiritismo, consiste na aquisição de valores por parte do jovem reencarnante, na introjeção do respeito aos seus semelhantes, aos sentimentos que possuem, seus corpos e individualidade; pois as criaturas hoje são tratadas como objetos – indivíduos descartáveis - , sem qualquer dignidade ou consideração. Ao lado da informação de ordem física, que é necessária, tornam-se indispensáveis os valores éticos e morais para o jovem, as informações espirituais sobre o sexo e suas várias decorrências, a fim de que não tombem nos resvaladouros da vulgaridade dos nossos dias. Sem esses ingredientes, a atual educação sexual se faz ineficiente e perigosa, nos assevera Walter Barcellos.
O Espiritismo, assim, como doutrina de educação das almas, oferece os melhores métodos para tal cometimento, através de seu inestimável patrimônio de saberes, disponível à pais, mães, educadores e todo e qualquer investigador que tenha dentro de si o desejo sincero de conhecer a Verdade.
Este é o grande momento para todos nós que aspiramos a uma vida melhor. Reflexionar em torno dos objetivos da vida e da função sexual é tarefa de todo aquele que pensa e deseja o melhor para si. Cumpre-nos, a todos, somar esforços em favor dos princípios da dignidade, da honradez, dos valores éticos, morais, e principalmente da educação moral das novas gerações, único meio de formarmos um novo homem e uma nova mulher para o porvir, na construção de uma sociedade mais equilibrada e feliz.
Tão logo o ser humano resolver-se pela liberdade ante as amarras que o prendem aos baixos desejos; tão logo decida educar o seu pensamento e manter as suas relações sob os alicerces do amor sincero e puro; libertar-se-á com facilidade das malhas terríveis da obsessão sexual. De outra forma, prosseguirá no fosso das paixões insanas e de difícil libertação.


Bibliografia:
Miranda, Manoel Philomeno de ( Espírito), Sexo e Obsessão; psicografado por Divaldo Pereira Franco. – Salvador, BA: Livr. Espírita Alvorada, 2002.
Galilei, Galileu ( Espírito), Amor e Fator Obsessão; psicofonia de João Berbel. – Franca, SP: Editora Farol das Três Colinas, 2003.
Ângelis, Joanna de (Espírito). Adolescência e Vida; psicografado por Divaldo P. Franco. – Salvador, BA: Livr. Espírita Alvorada, 1997.
O Despertar do Espírito; - Salvador, BA: LEAL, 2000.
Amor, Imbatível Amor; - Salvador, BA: LEAL, 1998.
O Homem Integral; - Salvador, BA: LEAL, 2000.
Sendas Luminosas, - Salvador, BA: LEAL, 1998.
Nascente de Bençãos, - Salvador, BA: LEAL, 2001.
Dias Gloriosos; - Salvador, BA: LEAL, 1999.
Barcelos, Walter. Sexo e Evolução; - Brasília, DF: FEB, 1995.
Jr, Décio Iandoli. Fisiologia Transdimensional; São Paulo, SP: FE Editora Jornalística Ltda, 2001

11 fevereiro 2006

Cidade Espiritual: "Cruzada"

“ CRUZADA”

Vamos fazer uma pequena viagem histórica nestes últimos 2.000 (dois mil) anos, onde a composição da humanidade, as civilizações antigas, evoluiu de maneira irregular entre decadências e Idades de Ouro na superfície da Terra.
No caso de Capela, a humanidade evolui em novos artefatos e construções (ciência), mas involui nas dominações, invasões e conquistas (moral).
ASSIM, ENTRE OS 9.564 a.C e o INÍCIO DA ERA CRISTÃ, ANO I depois de Cristo, a humanidade desencarnada nas catástrofes, retornava ao Planeta aos poucos, culminando na data que seria considerada o fim de um ciclo e o começo de outro ciclo para a Terra.
AS HIERARQUIAS PLANETÁRIAS, ANJOS , ARCANJOS, MESTRES ASCENSIONADOS, SERES SOLARES, como dizem as Escrituras - O PAI ENVIOU SEU FILHO MUITO AMADO, para ajudar a humanidade.
MAS COMO FOI ISTO NO PONTO DE VISTA ESPÍRITUAL ?
JOÃO EVANGELISTA, do Apocalipse, NOS EXPLICA , POIS QUE regredindo no tempo teve a visão dos acontecimentos ocorridos no mundo espiritual, antes mesmo que ele nascesse e viu o que foi descrito no Apocalipse 20:1-2
"Então vi descer do Céu um Anjo,
tinha na mão a chave do abismo e uma grande corrente.
Ele segurou o dragão, a antiga serpente, que é o diabo, satanás,
e o prendeu por 1.000 anos"
Isto significou que, para que o Cristo descesse à Terra, era necessário que os Engenheiros Siderais limpassem a atmosfera do Planeta, para que os atentados contra a Boa Nova do Reino de Deus não viessem a gerar alterações neste propósito - que era libertar a humanidade.
UMA FALANGE DE ANJOS ASSOMOU A TERRA, TIRANDO DELA DOIS BILHÕES DE ESPÍRITOS INFERIORES, cuja animalização atingia até as raias do impossível.
Estes espíritos foram aos poucos conduzidos para uma determinada região do espaço da Terra, numa região na linha do Equador, para que a total incidência dos raios e radiações cósmicas e solares, queimasse suas vibrações mentais e contaminadas.
De maneira invisível, foram ajudados pela espiritualidade responsável deste projeto a construir uma cidade com organização e tudo o mais, pois entre esses espíritos haviam grandes intelectuais, grandes magos, desenhistas, estadistas, guerreiros, grandes chefes de tribos e conquistadores. E no total eram 2.000.000.000 (dois bilhões) de almas.
Esta cidade assim foi construída, com recursos que eram disponibilizados a estes seres e teve como nome A CRUZADA.
Os habitantes da CRUZADA esperavam no passar dos séculos, o cumprimento da profecia de que, após 1.000 anos seriam soltos.
Durante este período, eles se prepararam, assim como a espiritualidade se preparava para receber sua maléfica influência.
DEUS, NA SUA MISERICORDIA, SERVIRIA DELES EM BENEFÍCIO DELES MESMOS, POIS COMO FILHOS NÃO SE ENCONTRAVAM PERDIDOS E CONDENADOS ETERNAMENTE.
A Terra teria que os receber de volta, mas por serem voltados a propósitos involutivos, a espiritualidade tinham que dar-lhes um trato educativo .
VOLTEMOS AO APOCALIPSE.CAP. 20VERS 7 E 8.:
"Quando porém, se completarem os mil anos, Satanás será solto de sua prisão. E sairá a seduzir as nações que há nos quatro cantos da Terra, Gogue e Magogue, a fim de reuni-las para a peleja. O número desses é como a areia do mar"
ASSIM, no governo de Sérgio V, em 1009, iniciou-se a descida gradual destes seres e o Planeta entrou numa era terrível de guerras, conquistas, que geraram fome e pestes por todos os lados.
MAS FOI A FRANÇA, o berço onde se fermentaram as idéias mais nefastas da Terra. Foi lá que este numeroso grupo da cidade A CRUZADA achou ambiente propício.
Ninguém melhor do que o próprio Papa Urbano II.
Em outubro de 1095, no Concílio de Clermont, o Papa inspirado por estes seres, deu o grito de guerra contra os turcos.: DEVERIA MATAR OS MULÇUMANOS EM DEFESA DO SANTO SEPULCRO.
E diante da multidão proferiu.: "É Deus que o quer"; "Ide sob a égide de Cristo".

A PRIMEIRA GRANDE CRUZADA

Neste dia foi fundada a primeira Cruzada e teve como desfecho a morte de quase 1.000.000 (hum milhão) de pessoas.
Todavia, este grupo de seres da Cidade, que inspiravam aqueles que tinham retornado ao Planeta, temendo que as cruzadas acabassem, organizaram no século seguinte, um movimento semelhante.
AS CRUZADAS eram comandadas por homens nefários, sem qualquer sentimento de fraternidade.
Todavia, como no caso de mais de 400.000 (quatrocentas mil) crianças que sucumbiram sob a matança das Cruzadas, esses espíritos, mesmo em corpos de inocentes, eram velhos devedores perante a Lei; muitas dos quais tinham vindo do astral inferior.
O Papa Urbano II, que iniciou as Cruzadas, tinha como porta-voz, Pedro, o eremita, que comandava multidões com a força da voz e fazia com que as populações abandonassem suas atividades para marchar em direção à cidade Santa e libertá-la dos mulçumanos.
Estes - mulçumanos - daquela época, por sua vez, cuspiam de lado, desdenhando o Mestre dos mestres, tinham suas origens também na Grande Cidade A CRUZADA - inimigos do Cristianismo. Assim a lei levava as sombras lutarem entre si - carma com carma.
Foram mais de SETE CRUZADAS. Uma cada vez pior que a outra. Para se ter uma idéia da primeira Grande Cruzada, foram arregimentados mais ou menos 1.000.000 (hum milhão de cruzados) de todas as raças e posições sociais. A tomada de Jerusalém era um pretexto para a destruição.
Príncipes, reis, condes e todo o alto escalão da nobreza partiam para a Guerra sob a ameaça do Papa Urbano II que os ameaçava com a condenação eterna no Inferno. Para aqueles que iam, a promessa de serem perdoados pecados por mais graves que fossem.
A TERRA foi assolada pelas sombras.
A Idade Média marcou na história as maiores perversidades até então praticadas.


A INQUISIÇÃO

Foi na Itália, no Papado e Lúcio III, que se lançaram as bases da INQUISIÇÃO, no Concílio de Verona, em 1184 , para depois se criarem na França, os Tribunais do Santo Ofício, no ano de 1233, sob a influência de Gregório IX.
Esse movimento ceifou vidas e mais vidas no mundo inteiro, sem piedade, fazendo desaparecer o amor na própria religião. Carrascos se assentaram não só na cadeira de amor de Pedro Apóstolo, mas também tomando posições estratégicas de comando nos palácios e nas religiões.
NA seqüência da história diz o APOCALIPSE, CAP. 20, O FIM DO VERSÍCULO TRÊS.:
"Depois disso é necessário que ele seja solto por pouco tempo" se referindo que, depois dos 1.000 anos, seria solto Satanás por menor espaço de tempo, e, na verdade, assim aconteceu.
Quando eles desencarnavam, permaneciam na erraticidade por pouco tempo, pois os Seres de Luz, logo os traziam a duras provas na Terra, num trabalho indescritível de recuperação dessas almas desviadas da Paz.
Depois da CRUZADAS, explodiu a INQUISIÇÃO, plano dos mesmos espíritos já melhorados.
Como foi dito, Deus educa as almas por intermédio das próprias almas. Os 2.000.000.000 (dois bilhões) de espíritos da cidade negra baixaram na Terra em uma grande oportunidade de recomeço e, certamente, as Hierarquias Espirituais não iriam sacrificar santos e inocentes para servirem de pais a tais monstros, e sim, seres da mesma índole - monstros para devorarem monstros; cães para devorarem cães; lobos para caírem nas armadilhas de lobos.
GENGIS KHAN
GENGIS KHAN foi um guerreiro forte. Grandes extensões de terras foram pisadas e seus habitantes massacrados.
Foram trucidadas criaturas de todas as idades e o fogo era o sinal mais vivo de que ali passou Gengis Khan.
SALADINO
SALADINO, o Sultão, que dominava o Egito e a Síria, deixou sua marca na civilização da Idade Média, contribuinte para o aumento da calamidade universal, das catástrofes impostas pelas CRUZADAS.
Foi de grande expressão seu comando nefasto na TERCEIRA CRUZADA, pois resistiu com fúria outro grande guerreiro da Inglaterra, Ricardo Coração de Leão.

TORQUEMADA

Um nefasto príncipe negro, com o nome de Torquemada, surge na história da ESPANHA., patrocinado pelas Cruzadas do astral inferior, compactuado com milhares de outros de sua estirpe, para dar seqüência às Cruzadas na Terra.
A crueldade petrificou-se nesse ser de modo indescritível.
No ano de 1420, abre os olhos na Espanha, esse agente das trevas para presidir os tribunais das sombras e julgar os hereges, que eram seus próprios companheiros da antiga cidade A CRUZADA.
Em contraposição, em 1412, na cidade francesa de Domremy, nascia Joana D´arc que foi vítima de todos os tipos de sofrimentos nas mãos dos inquisitores: Foi vilipendiada; cuspida, maltratada e encarcerada pelo Santo Ofício e queimada em praça pública.
Também teve o mesmo fim, Jõao Huss, em 1415, por divulgar a ideologia diferente da época e foi ele, que acendeu no coração de Joana D'arc o mesmo ideal e um mesmo destino: FORTALECER A FÉ NOS CORAÇÕES DOS SOFREDORES, MOSTRAR A PRESENÇA DE DEUS EM TUDO E DEMOSNTRAR QUE SOMOS CONSTANTEMENTE OBSERVADOS E AMPARADOS PELOS ANJOS DA LUZ EM NOME DE CRISTO.

A INQUISIÇÃO EM PORTUGAL

A Santa Inquisição invadira as terras de Portugal em 1536, cobrindo-a de luto, matando e destruindo famílias. Quem denunciasse qualquer movimento suspeito ou pessoa, obtinha grande recompensa e ainda mais, tinha absolvido todos os seus pecados.
Portugal era atacada pelos agentes da Cidade A CRUZADA, agora vestindo a sotaina negra da Inquisição.
Portugal na época recebia grandes grupos de judeus e sírios e muitos grupos de todo o Oriente, que compunham a escória da sociedade.
Como a Lei de Deus é justa, os próprios Inquisitores, de tempos em tempos desencarnavam; voltavam à carne novamente, para serem perseguidos com o mesmo ferro que feriram.
Torquemada, invade também Portugal. Os reis temendo o Santo Ofício, favoreciam os sacerdotes que tinham independência de julgar quem quer que fosse.
Quase 30.000 (trinta mil) pessoas eram queimadas nas fogueiras; milhares torturados em praça pública ou mortas nos porões infectos; outros enforcados.
Tanto na Espanha quanto em Portugal, as orelhas e línguas cortadas diariamente enchiam balaios e eram atiradas aos cães .
Enquanto a política, olhava para o Brasil recém descoberto, os inquisitores tomavam conta de Portugal e de D.João III, até a intervenção de Napoleão na França, o que reduziu as atividades da Inquisição em Portugal.
A INQUISIÇÃO NO BRASIL
A derradeira catástrofe coletiva através de mudanças de clima, de deslocamento das águas e de reforma dos homens, respeitará, de certa forma, o BRASIL QUE NADA TEM A VER COM AS DÍVIDAS DO VELHO MUNDO.
Será o Brasil que servirá de hospital para recolher e amparar os enfermos e os que sobrarem das CONTORÇÕES GEOLÓGICAS, do difícil parto da Terra, do qual nascerá um sol que dissipará as trevas.
O BRASIL VAI REFLETIR SUA LUZ em todo o globo.
A escravidão no Brasil foi a Inquisição, já aliviada, que sobrou para a vigilância dessa nação, para que ela desse o exemplo de que todos tem o direito de liberdade.

HITLER

Para se ter uma idéia daqueles chefes da Cidade, HITLER, foi um dos últimos príncipes que ajudaram a governar a grande cidade nos céus do Equador : A CRUZADA
Apesar de ter ficado preso por 1.000 anos, Hitler ao assumir o comando da Alemanha tinha a tarefa de apurar a raça e destruir a Terra. Os comandados do Führer eram em torno de 500.000.000 (quinhentos milhões) que se dividiam nos dois planos de existência.
A suástica, o símbolo dos nazistas, era o desenho da cidade A CRUZADA - cuja quarta parte ele comandou durante todo o período, a não ser para voltar à Terra, com a pretensão de dominá-la ou então transformá-la em pó.
Assim, dessa forma, teve início a guerra de 1939 e 1945, com suas calamitosas conseqüências.
Do início das Cruzadas, Santa Inquisição, escravidão e até nossos dias, são igualmente 1.000 (mil) anos em que satanás há de ficar solto, numa luta de que fazem parte bilhões de espíritos.
Dessa jornada extravagante, quantos entenderam que o caminho é o do amor ?
PARA AQUELES MILHARES OU TALVEZ A MAIOR PARTE TERÃO QUE DESOCUPAR A CASA QUE OS RECEBEU COMO INQUILINOS QUE NÃO PAGAM ALUGUEL.
SERÃO DESPEJADOS PARA CASAS PIORES.
Os espíritos rebeldes e maus, terão que sair do Planeta para outro Planeta mais inferior, porque não dá mais para a Terra suportar estas vibrações pesadas.
No livro "FRANCISCO DE ASSIS" de JOÃO NUNES MAIA, MIRAMEZ, ed. Espírita Cristã, Fonte Viva , ele diz na página 62:

" E NO RAIAR DO TERCEIRO MILÊNIO, OS ARREPENDIDOS FICARÃO PARA HERDAR A TERRA, ONDE VAI HAVER PAZ, TRANQÜILIDADE E TRABALHO SUAVEMENTE FELIZ.
NÃO HÁ O QUE SE TEMER DAS PROFECIAS; ELAS ESTÃO SE CUMPRINDO E SE CUMPRIRÃO SEM QUE FALTE UM PINGO NA FRASE, SEM QUE FALTE UM TOM NO SOM DAS PALAVRAS; ENTREMENTES NINGUÉM SE PERDERÁ POIS NADA SE ACABARÁ".

28 novembro 2005

Umbral

UMBRAL

Segundo o Novo Aurélio – O Dicionário da Língua Portuguesa(1), a palavra umbral foi tomada do espanhol e significa soleira, limiar, entrada, ou seja, a faixa mínima de piso que se acha entre as laterais de uma porta, portão ou passagem, e serve de limite entre um cômodo e outro numa construção.Em 1943, André Luiz, o médico que se tornou conhecido psicografando livros pela mediunidade de Francisco Cândido Xavier, trouxe a público o significado dado à palavra na colônia espiritual “Nosso Lar”, onde passou a viver alguns anos depois de seu desencarne.Em seu livro também chamado Nosso Lar(2), ele conta como ouviu falar do Umbral pela primeira vez, quando o enfermeiro Lísias lhe dava as primeiras informações sobre a colônia e descreveu-o como região onde existe grande perturbação e sofrimento e para a qual a colônia dedicava atenção especial. Vejamos o que diz o enfermeiro:“Quando os recém-chegados das zonas inferiores do Umbral se revelam aptos a receber cooperação fraterna, demoram no Ministério do Auxílio; ...”E mais adiante, acrescenta:“... A não ser em obediência a esse imperativo, o Governador vai semanalmente ao Ministério da Regeneração, que representa a zona de “Nosso Lar” onde há maior número de perturbações, dada a sintonia de muitos dos seus abrigados com os irmãos do Umbral. ...”Não foi sem razão que André Luiz teve seu interesse despertado para essa região chamada Umbral. Sem entender bem do que se tratava, voltou a insistir com Lísias para saber mais detalhes e, no capítulo seguinte, narra novo diálogo com o enfermeiro, em que este lhe deu maiores detalhes desta região do astral, não sem antes perguntar como ele poderia não conhecer o Umbral se havia ficado lá por tantos anos. Vejamos o que diz Lísias:“O Umbral – continuou ele, solícito – começa na crosta terrestre. É a zona obscura de quantos no mundo não se resolveram a atravessar as portas dos deveres sagrados, a fim de cumpri-los, demorando-se no vale da indecisão ou no pântano dos erros numerosos.”Mais adiante, diz também:“... O Umbral funciona, portanto, como região destinada a esgotamento de resíduos mentais; uma espécie de zona purgatorial, onde se queima, a prestações, o material deteriorado das ilusões que a criatura adquiriu por atacado, menosprezando o sublime ensejo de uma existência terrena.”E em outro parágrafo, Lísias complementa:“O Umbral é região de profundo interesse para quem esteja na Terra. Concentra-se aí tudo o que não tem finalidade para a vida superior. ... Representam fileiras de habitantes do Umbral, companheiros imediatos dos homens encarnados, separados deles apenas por leis vibratórias. (grifo nosso)... Lá vivem, agrupam-se, os revoltados de toda espécie. ... Pois o Umbral está repleto de desesperados. Por não encontrarem o Senhor à disposição dos seus caprichos,..., essas criaturas se revelam e demoram em mesquinhas edificações. “Enfim, desde então, a palavra Umbral, escrita com letra maiúscula, como o fez André Luiz no livro Nosso Lar, tomou significado especial, principalmente entre os espíritas, designando a região espiritual imediata ao plano dos encarnados, para onde iriam e onde estariam todos os espíritos endividados, perturbados e desequilibrados depois da vida. Com esta conotação, a palavra difundiu-se muito e transformou-se num quase sinônimo do Inferno e do Purgatório dos católicos, com localização geográfica, tamanho, etc., conceito este que o próprio Allan Kardec, codificador do Espiritismo, já havia desmitificado em suas obras, mais de 80 anos antes, especialmente em O Livro dos Espíritos(3), nas seguintes perguntas:“1011. Um lugar circunscrito no Universo está destinado às penas e aos gozos do Espíritos, segundo o seus méritos?“- Já respondemos a essa pergunta. As penas e os gozos são inerentes ao grau de perfeição do Espírito. Cada um traz em si mesmo o princípio de sua própria felicidade ou infelicidade. (grifo nosso). E como eles estão por toda a parte, nenhum lugar circunscrito ou fechado se destina a uns ou a outros. Quanto aos Espíritos encarnados, são mais ou menos felizes ou infelizes segundo o grau de evolução do mundo que habitam.“1012. De acordo com isso, o Inferno e o Paraíso não existiriam como os homens representam?“- Não são mais do que figuras: os Espíritos felizes e infelizes estão por toda a parte. Entretanto, como já o dissemos também, os Espíritos da mesma ordem se reúnem por simpatia. (grifo nosso). Mas podem reunir-se onde quiserem, quando perfeitos.”Como vemos pelas respostas dos espíritos a Kardec, o Inferno e o Paraíso não passam de estados de espírito, condição moral de sofrimento ou felicidade a que estão sujeitos os espíritos por suas próprias atitudes, pensamentos e sentimentos durante a vida encarnada e depois dela. E é bom lembrar que espíritos somos todos, encarnados e desencarnados, vivendo cada um o seu inferno e o seu paraíso particulares.

O que nos diferencia dos espíritos desencarnados é apenas o fato de estarmos temporariamente presos a um corpo denso de carne. De resto, somos absolutamente iguais a eles, com desejos, opiniões, frustrações, alegrias, defeitos e qualidades.Na verdade, a figura geográfica e espacial do Inferno dos católicos serviu de molde aos espíritas para que melhor visualizassem o que seria o Umbral. Assim como o Inferno da Igreja Católica foi tomado emprestado e adaptado do Inferno dos povos não cristãos (chamados pagãos), para compor os mitos de Inferno e Paraíso. Pelo que dizem os espíritos a Kardec, podemos concluir que cada um de nós traz, em si mesmo, o inferno e o paraído que merece, de acordo com o que pensa, sente e faz durante sua vida espiritual, incluídos aí também os períodos em que nos encontramos encarnados.Se não existe Inferno ou Purgatório, por que haveria de existir o Umbral com localização, medidas, coordenadas, etc.?

Tudo o que existe no plano espiritual é criado pela mente dos espíritos encarnados e desencarnados. Sempre que pensamos, nossa mente dispara um processo pelo qual somos capazes de moldar as energias mais sutis do universo, criando formas que correspondem exatamente àquilo que somos intimamente.

Extremamente apegados ao mundo material, nada mais natural que, mesmo estando fora dele, queiramos tê-lo novamente quando desencarnados. É aí que nossa mente entra em ação, criando tudo o que desejamos ardentemente. E várias mentes, desejando a mesma coisa juntas, têm muito mais força para criar.

A grande diferença é que, no mundo físico, podemos embelezar artificialmente o nosso ambiente e a nossa aparência, enquanto que no plano astral isso não é possível, pois lá todos os nossos defeitos, mazelas, falhas, paixões, manias e vícios ficam expostos em nossa aura, exibindo claramente quem somos como consciências e, não, como personalidades encarnadas.

No Umbral, tudo o que está fora de nós é consequência do que está dentro. Tudo o que existe em nosso mundo pessoal e nos acontece é reflexo do que trazemos na consciência. Assim, o Umbral nada mais é que uma faixa de frequência vibratória a que se ligam os espíritos desequilibrados, cujos interesses, desejos, pensamentos e sentimentos se afinizam. É uma “região” energética onde os afins se encontram e vivem, onde podem dar vazão aos seus instintos, onde convivem com o que lhes é característico, para que um dia, cansados de tanto insistirem contra o fluxo de amor e luz do universo, entreguem-se aos espíritos em missão de resgate, que estão sempre por lá em trabalhos de assistência.Alguns autores descrevem o Umbral como uma sequência de anéis que envolvem e interpenetram o planeta Terra, indo desde o seu núcleo de magma até várias camadas para fora de seus limites físicos. O que acontece é que os espíritos se reúnem obedecendo, apenas e unicamente, à sintonia entre si e acabam formando anéis energéticos em torno do planeta, ou melhor, em torno da humanidade terrena, pois ela é parte da humanidade espiritual que o habita e é também o foco de atenção de todos os desencarnados ligados a ele.

As camadas descritas em alguns livros são mais um recurso didático para facilitar o entendimento e o estudo do mundo espiritual, pois não há limites precisos entre elas, assim como não há divisas exatas entre um bairro e outro de uma mesma cidade, ainda que eles sejam de classes sociais bem diferentes.

É exatamente o que nos diz Lancellin, em seu livro Iniciação - Viagem Astral(4), pela psicografia de João Nunes Maia:“As pessoas, como os espíritos desencarnados, se reúnem por simpatia, por atração daquilo que pensam e sentem, pois se sentem felizes por estarem com os seus iguais, tanto na Terra como no mundo espiritual.”Esse mesmo mecanismo de sintonia é o que cria regiões “especializadas” no Umbral, como o Vale dos Suicidas, descrito por Camilo Castelo Branco, pela psicografia de Yvonne A. Pereira, em seu livro Memórias de um Suicida(5). Espíritos com experiências de suicídio, vivendo os mesmos dramas, sofrimentos, dificuldades, agrupam-se por pura afinidade e formam regiões vibratórias específicas.Assim também acontece com faixas energéticas ligadas às drogas, ao aborto, aos distúrbios psíquicos, às guerras, aos desequilíbrios sexuais, etc. Em seu livro Driblando a Dor(6), pela psicografia de Irene Pacheco Machado, o espírito Luiz Sérgio, jovem desencarnado em acidente de automóvel na década de 70, conta o trabalho de sua equipe junto a grupos de drogados e traficantes.Em outro de seus livros, Deixe-me Viver(7), pela psicografia da mesma médium, ele fala mais especificamente da situação dos espíritos abortados e aborteiros, vivendo lado a lado na faixa vibratória de seus atos.

No livro O Abismo(8), de R. A. Ranieri, orientado por André Luiz, vamos encontrar uma descrição dramática dos espíritos que vivem ligados ao subsolo do planeta, em condições terríveis de degradação moral e perispiritual.

O Prof. Wagner Borges, pesquisador de projeção astral e fundador do IPPB – Instituto de Pesquisas Projeciológicas e Bioenergéticas, também nos traz diversos relatos e psicografias importantes sobre o assunto. Em seu livro Viagem Espiritual(9), em duas mensagens orientadas pelo espírito Rama, ele descreve imagens do Umbral, vistas pelos olhos de um padre desencarnado dedicado a ajudar e resgatar espíritos que vivem ali.

No livro O Céu e o Inferno(10), de Allan Kardec, encontramos também diversos relatos de espíritos desencarnados que se apresentam pela psicofonia e descrevem as condições em que se encontram no mundo espiritual. Ali, além do relato de vários espíritos perturbados, vamos também encontrar relatos de espíritos relativamente felizes, alguns apenas algumas horas após o seu desencarne, demonstrando que céu e inferno são condições espirituais íntimas, alcançadas por merecimento, que acompanham o espírito onde quer que ele esteja e se mantêm e intensificam pela sintonia com outros espíritos nas mesmas condições.

Apesar de toda perturbação e desequilíbrio dos espíritos que vivem no Umbral, não devemos nos iludir. Existe muita disciplina, organização e hierarquia nos ambientes umbralinos. É o que nos mostra, por exemplo, o espírito Ângelo Inácio, pela psicografia de Robson Pinheiro, em seu livro Tambores de Angola(11), e o espírito Nora, pela psicografia de Emanuel Cristiano, em seu livro Aconteceu na Casa Espírita(12).Vemos ali o quanto esses espíritos podem ser inteligentes, organizados, determinados e displinados em suas práticas negativas, criando instituições, métodos, exércitos e até cidades inteiras para servir aos seus propósitos.É preciso que compreendamos que todos nós já estamos vivemos numa dessas “camadas” de Umbral que envolvem a Terra e que todos nós criamos o nosso próprio Umbral particular sempre que contrariamos as leis divinas universais, as quais podem ser resumidas numa única expressão: amor incondicional.Em seu segundo livro, Os Mensageiros(13), André Luiz conta a história de vários moradores de “Nosso Lar” que passaram pelas “zonas inferiores”. Todos eles saíram da colônia cheios de esperanças, de amigos, de auxílio e orientação. Eram, portanto, espíritos relativamente esclarecidos, amparados, iluminados. Muitos deles passaram anos na colônia estudando antes de reencarnar com missões definidas na mediunidade. No entanto, mesmo assim, vários eles se deixaram levar por seu lado ainda imperfeito e falharam novamente. Todos voltaram para “Nosso Lar” depois de desencarnados, mas não sem antes passar pelo Umbral, para drenar energias negativas acumuladas numa encarnação de descaso e irresponsabilidade com a própria consciência e a de outros.Isso é necessário para o bem do próprio espírito, a fim de que ele possa se livrar de energias espirituais altamente tóxicas que desequilibram e bloqueiam sua mente para energias mais sutis e saudáveis, e também perturbariam os ambientes mais equilibrados, como o de colônias como “Nosso Lar”, caso fossem levados para lá nesse estado.É importante notar que não se trata de punição ou banimento, mas de tratamento justo, necessário e amoroso. Sim, o Umbral é criação de amor e justiça divinos, onde espíritos desviados e profundamente desequilibrados encontram um meio onde conseguem viver e, ao mesmo tempo, aprender, enquanto se recuperam.Muitos perguntam se não é pior o espírito ficar tanto tempo convivendo com tantas energias negativas semelhantes às suas próprias, agravando e intensificando seu próprio desequilíbrio. No entanto, não podemos nos esquecer que, muitas vezes, os espíritos desencarnam em tal estado de alheamento e perturbação, que não resta outro recurso a não ser deixar que a natureza siga seu curso e faça o trabalho necessário de depuração, colocando-os com seus semelhantes para que, juntos, filtrem, uns dos outros, as energias que os envenenam, e para que, observando as atitudes uns dos outros, possam compreender onde erraram e queiram reiniciar o processo de melhoria interior.Mas o Umbral não é um mundo só de desencarnados. Muitos projetores conscientes (pessoas encarnadas que fazem projeções astrais conscientes), narram passagens por regiões escuras e densas, semelhantes às descrições de André Luiz em Nosso Lar.

Todos os encarnados desprendem-se do corpo físico durante o sono e circulam pelo mundo espiritual. Esse é um fenômeno absolutamente natural e inerente a todo espírito encarnado. Uma grande parte continua a dormir em espírito, logo acima de onde está descansando o corpo físico. Outros limitam-se a passear inconscientes pelo próprio quarto ou casa, repetindo, mecanicamente, o que fazem todos os dias durante a vigília. E há os que saem de casa e vão além.Dentre estes, uma pequena parte procura manter uma conduta ética elevada, 24h por dia, tentando sempre melhorar-se como pessoa, buscando sempre ajudar e crescer, e, muitas vezes, é levada ao Umbral em missão de resgate ou assistência, trabalhando com espíritos mais preparados, doando suas energias pelo bem de outros espíritos, como também informa Wagner Borges, em seu livro Viagem Espiritual II(14), dizendo:“O sono dá ao espírito encarnado a oportunidade do desprendimento temporário do seu envoltório carnal. E nisto reside a sua grande chance de se sentir útil perante a vida, pois, fora do corpo, ele é levado por seus amigos espirituais às pessoas necessitadas, físicas e extrafísicas, onde a sua energia conciencial é de grande ajuda.“Mediante processos específicos de transmissão de energia, os amparadores extrafísicos usam o projetor como doador de energia para a pessoa enferma (na maioria das vezes já desencarnada e sem se aperceber disso).”Mas há um grande número dos que conseguem sair de seu próprio lar durante o sono e vão para o Umbral por afinidade, em busca daquilo que tinham em mente no momento em que adormeceram, ou obedecendo a instintos e desejos inferiores que, embora muitas vezes não estejam explícitos na vigília, estão bem vivos em sua mente e surgem com toda força quando projetados. Essas pessoas, muitas vezes, acabam sendo vítimas de espíritos profundamente perturbados ligados ao Umbral, que as vampirizam e manipulam, em alguns casos chegando até a interferir em sua vida física, criando problemas familiares, doenças, perturbações psicológicas, dificuldades profissionais e financeiras, etc.Esse é o caso da jovem viciada Joana, narrado no livro O Transe(15), também da dupla Ângelo Inácio e Robson Pinheiro. É também o que acontece com Erasmino, no livro Tambores de Angola.Vemos, assim, que o Umbral, de que falam André Luiz e tantos outros autores encarnados e desencarnados, está mais próximo de nós, encarnados, do que muitos de nós imaginam. E, o que é mais importante, somos nós mesmos que ajudamos a manter esse mundo denso com nossos pensamentos e sentimentos menos elevados. Somos nós que damos aos espíritos perturbados, que se encontram ligados a essa faixa vibratória, grande parte da matéria-prima de que se valem para sutentar seu mundo de trevas e sofrimento.

O Umbral está em todo lugar e em lugar nenhum, pois está dentro de quem o cria para si mesmo e acompanha o seu criador para onde quer que ele vá. Toda vez que nos deixamos levar por impulsos de raiva, agressividade, ganância, inveja, ciúmes, egoísmo, orgulho, arrogância, preguiça, estamos acessando uma faixa mais densa desse Umbral. Toda vez que julgamos, criticamos ou condenamos os outros, estamos nos revestindo energeticamente de emanações típicas do Umbral. Toda vez que desejamos o mal de alguém, que nos deprimimos, que nos revoltamos ou entristecemos, criamos um portal automático de comunicação com o Umbral. Toda vez que nos entregamos aos vícios, à exploração dos outros, aos desejos de vingança, aos preconceitos, criamos ligações com mentes que vibram na mesma faixa doentia e estão sintonizadas com o Umbral.

O Umbral só existe, porque nós mesmos o criamos, e só continuará existindo enquanto nós mesmos insistirmos em mantê-lo com nossos desequilíbrios.É por essa razão que Jesus nos aconselha a vigiar e orar, indicando que, para termos paz de espírito e equilíbrio, é necessário estarmos sempre atentos aos próprios impulsos e ligados a mentes iluminadas que possam nos inspirar sentimentos e pensamentos elevados.

O Umbral é nosso também, faz parte do nosso mundo, e não podemos renegá-lo ou simplesmente ignorá-lo. Assim como não podemos também fingir que não temos nada a ver com ele. Lá estão também algumas de nossas próprias criações mentais, de nossos sentimentos inferiores, de nossos pensamentos mais densos. E lá vivem espíritos divinos como nós, temporariamente desviados do caminho de luz em que foram colocados por Deus.Por isso é importante que não vejamos o Umbral como um lugar a ser evitado ou uma idéia a não ser comentada, mas como desequilíbrio espiritual temporário de espíritos como nós, que, muitas vezes, só precisam de um pouco de atenção e orientação para se recuperarem e voltarem ao curso sadio de suas vidas.

É comum encontrarmos médiuns e doutrinadores que têm medo ou aversão ao trabalho com espíritos do Umbral, evitando atendê-los, ignorando-os friamente, ou tratando-os como criminosos sem salvação, que não merecem qualquer compaixão ou respeito. Estas pessoas esquecem-se de um dos preceitos básicos da espiritualidade: a caridade.

É preciso estender a mão espiritual a estas entidades para que possam sair dessa sintonia e possam também colaborar com o trabalho gigantesco de resgate há ser feito nas regiões umbralinas. Além de retirar espíritos dessa sintonia, os trabalhos de desobsessão e orientação a desencarnados de grupos mediúnicos bem orientados, equilibrados, livres de preconceitos, prestam um grande serviço à própria humanidade terrena, na medida em que recuperam muitos obsessores e assediadores que lá vivem e se ocupam de perseguir espíritos encarnados.Independentemente disso, todos nós podemos contribuir individualmente para a melhoria de toda a humanidade, encarnada e desencarnada, inclusive do Umbral, emitindo pensamentos de luz, amor, paz e harmonia por todo o planeta e tudo o que nele existe. Da mesma forma que contribuímos para a existência do Umbral, podemos contribuir para reduzir o sofrimento que existe nele, bem como a influência negativa que o mesmo exerce sobre os encarnados.Os habitantes do Umbral não são nossos inimigos, mas espíritos que precisam de compreensão e ajuda. Não são irrecuperáveis, mas perderam o rumo do crescimento espiritual. Não estão abandonados por Deus, mas não sabem disso e desistem de procurar orientação. Não são diferentes de nós, mas tão semelhantes, que vivem lado a lado conosco, todos os dias, observando nossos atos, analisando nossos pensamentos, vigiando nossos sentimentos, prestando atenção às nossas atitudes. E, se não queremos ir ao Umbral por afinidade, que nos ocupemos de nos tornarmos seres humanos melhores, mais dignos, mais éticos, 24h por dia. Desse modo, nossa passagem pelo Umbral será sempre na condição de quem leva ajuda sem medo, sem preconceito e sem sofrimento, e não de quem precisa de ajuda para superar seus próprios medos, preconceitos e dores.

(Maísa Intelisano em artigo para a edição no. 16, ano 2, da revista Espiritismo e Ciência, da Editora Mythos)

Notas: Bibliografia citada:1. Novo Aurélio – O Dicionário Eletrônico da Língua Portuguesa – Lexikon Informática e Editora Nova Fronteira2. Nosso Lar – Francisco Cândido Xavier (médium) e André Luiz (espírito) – FEB3. O Livro dos Espíritos – Allan Kardec – LAKE4. Viagem Astral – Iniciação ¬– João Nunes Maia (médium) e Lancellin (espírito) – Fonte Viva5. Memórias de um Suicida – Yvonne A. Pereira (médium) e Camilo Castelo Branco (espírito) – FEB6. Driblando a Dor – Irene Pacheco Machado (médium) e Luiz Sérgio (espírito) – Recanto7. Deixe-me Viver – Irene Pacheco Machado (médium) e Luiz Sérgio (espírito) – Recanto8. O Abismo – R. A. Ranieri (médium) – orientação de André Luiz (espírito) – Fraternidade9. Viagem Espiritual – Wagner Borges (médium e projetor) – Yogananda, Rama, Ramatis e Aïvanhov (espíritos) – Universalista10. O Céu e o Inferno – Allan Kardec – LAKE11. Tambores de Angola – Robson Pinheiro (médium) e Ângelo Inácio (espírito) – Casa dos Espíritos12. Aconteceu na Casa Espírita – Emanuel Cristiano (médium) e Nora (espírito) – CEAK13. Os Mensageiros – Francisco Cândido Xavier (médium) e André Luiz (espírito) – FEB14. Viagem Espiritual II – Wagner Borges (médium e projetor) e autores diversos (espíritos) – Universalista15. O Transe - Robson Pinheiro (médium) e Ângelo Inácio (espírito) – Casa dos EspíritosBibliografia complementar sugerida:1. Pérolas do Além – Francisco Cândido Xavier (médium) e Emmanuel (espírito) – FEB2. Obreiros da Vida Eterna – Francisco Cândido Xavier (médium) e Emmanuel (espírito) – FEB3. Mãos Estendidas – Irene Pachedo Machado (médium) e Luiz Sérgio (espírito) - Recanto4. Além da Matéria – Robson Pinheiro (médium) e Joseph Gleber (espírito) – Casa dos Espíritos5. O que Encontrei do Outro Lado da Vida – Vera Lúcia Marinzeck de Carvalho (médium) – espíritos diversos – Petit6. Diálogo com as Sombras – Hermínio C. Miranda – FEB7. Histórias que os Espíritos Contaram – Hermínio C. Miranda – LEAL8. O Guardião da Meia-Noite - Rubens Sarraceni (médium) e Pai Benedito de Aruanda (espírito) MadrasIndicação de sites correlatos:http://www.espirito.org.br/portal/publicacoes/esp-ciencia/003/umbral.html http://www.guia.heu.nom.br/umbral.htm http://www.pedroozorio.com.br/espirita/o_umbral.htm http://www.consciesp.org.br/?pg=sos_regresso http://www.pedroozorio.com.br/espirita/cidades_do_alem.htm http://www.livroluz.com.br/msg/vidanotur.htm http://www.portaluz.com.br/padrao_RESUMO_21.htm http://www.celd.org.br/arquivos/p260201.dochttp://www.mkow.hpg.ig.com.br/suicidio.htm

http://www.ippb.org.br/modules.php?op=modload&name=News&file=article&sid=3927

24 novembro 2005

Colônias Espirituais

COLÔNIAS ESPIRITUAIS

Colônias Espirituais sobre o Brasil


Existem inúmeras colônias espirituais espalhadas sobre nosso País, em vários estados como : Minas Gerais - Goiás - Mato Grosso e parte de São Paulo, algumas são muito antigas e trazem na sua superfície o registro de milhões de anos atrás. Essas colônias ficam localizadas em sua grande maioria, dentro da Atmosfera terrestre e em muitas delas os habitantes ainda estão presos ao carma planetário. Necessitando pois, das nossas melhores vibrações para que o trabalho dentre delas, possa transcorrer de forma harmoniosa e eficiente. O conhecimento da existência de cidades espirituais somente foi aceito, entendido amplamente - na nossa era e na sociedade ocidental - a partir dos gregos com a existência do Olimpo - a Morada dos Deuses - local onde seres espirituais viviam, moravam, trabalhavam, sonhavam, conspiravam. Quem ainda não ouviu falar sobre a Colônia Nosso Lar? Com certeza o livro mais lido do espirito André Luiz. Nosso Lar, Cidade espiritual na Esfera Superior, consagrada à educação e ao reajustamento da alma. (...) Antiga fundação de portugueses distintos, desencarnados no Brasil, no século XVI.A colônia, que é essencialmente de trabalho e realização, divide-se em seis Ministérios, orientados, cada qual, por doze Ministros. Há os Ministérios da Regeneração, do Auxílio, da Comunicação, do Esclarecimento, da Elevação e da Divina. Os quatro primeiros estão próximos das esferas terrestres, os dois últimos próximos ao plano superior, visto que a cidade espiritual é zona de transição Os serviços mais grosseiros localizam-se no Ministério da Regeneração, os sublimes no da União Divina. As tarefas de Auxílio são laboriosas e complicadas, os deveres no Ministério da Regeneração constituem testemunhos pesadíssimos, os trabalhos na Comunicação exigem alta noção da responsabilidade individual, os campos do Esclarecimento requisitam grande capacidade de trabalho e valores intelectuais profundos, o Ministério da Elevação pede renúncia e iluminação, as atividades da União Divina requerem conhecimento justo e sincera aplicação do amor universal. A Governadoria, por sua vez, é sede movimentada de todos os assuntos administrativos, numerosos serviços de controle direto, como por exemplo, o de alimentação, distribuição de energias elétricas, trânsito, transporte e outros. Nela, em verdade, a lei do descanso é rigorosamente observada, para que determinados servidores não fiquem mais sobrecarregados que outros; mas a lei trabalho é também rigorosamente cumprida. No que concerne ao repouso, a única exceção é o próprio Governador, que nunca aproveita o que lhe toca nesse terreno. A verdade é que existem milhares de colônias em torno da Terra em determinada faixa de vibração e em torno de todo o planeta. Cada uma numa faixa vibratória, tanto que nem todas as colônias podem servir de hospitais, ou escolas de ensino, algumas há, que foram construídas por espíritos inferiores, lembrando sempre que o espirito pode ter inclinação má e nem por isso deixar de ser inteligente e que tudo é feito com a permissão de Deus, que construíram verdadeiros monumentos em torno de suas inclinações ao mal, como é o Caso da conhecida cidade de A Cruzada, relatada no livro Francisco de Assis, Miramez (João Nunes Maia). A Cruzada, é uma cidade espiritual diferente. Para que o Cristo descesse à Terra, era necessário que engenheiros siderais limpassem a atmosfera do planeta, para que os atentados contra a Boa Nova do Reino de Deus não viessem a gerar alterações. Uma falange de Anjos assomou à Terra, tirando dela dois bilhões de Espíritos inferiores, cuja animalização atingia até as raias do impossível. As Cruzadas e depois a Inquisição, foram instituídas no planeta por esses Espíritos. A Cidade era assim chamada porque sua planta era em forma de cruz, que se quebrava nas suas quatro hastes, sendo que, em cada uma delas foi criado um reino, cada qual comandado por um príncipe e um imediato. Eles mesmos se organizaram, por haver no meio daquela multidão seres de alta envergadura intelectual, grandes magos, desenhistas habilidosos, artistas consagrados, muitos deles dados à lavoura, à pecuária e a outras atividades. Foi edificada na linha do Equador, para que o Sol cooperasse com eles. Hitler, foi talvez um dos últimos príncipes que ajudaram a governar a grande cidade das almas nos céus do Equador, foi uma das feras enjauladas por mil anos que, ao assumir o controle do Estado Germânico, tinha uma tarefa odienta com a sua consciência e os seus comandados preguiçosos, reencarnados como judeus, objetivando eliminar toda a raça. E ele, como símbolo, traz a grande cruz aberta nas hastes, planta da cidade das sombras, chamada A Cruzada, cuja quarta parte comandara com rigidez e orgulho.


Para saber mais leia : Nosso Lar- Chico Xavier, pelo espirito André Luiz. Cidade no Além- André Luiz Libertação- André Luiz Assine : Grupo de discussão Espírita Clara Luz clara_luz-subscribe@yahoogrupos.com.br Conheça: www.conscienciahumana.weblogger.com.br


Nosso Lar tem a forma de uma estrelade seis pontas, localizando-se a Governadoria no centro do círculo em que está inscrita a estrela.
NOSSO LAR(PLANO PILOTO)


Mencione-se, desde logo, que existem dois desenhos, o primeiro que abrange apenas a estrela, onde se localiza a Governadoria e os conjuntos habitacionais, inscritos dentro dela, destinados aos trabalhadores de cada Ministério; o segundo já engloba mais além, os conjuntos residenciais que, conquanto ainda afetos aos trabalhadores do Ministério, podem ser adquiridos por estes, através de "bonus-horas" e são suscetíveis de transmissão hereditária. Também nele se vê a grande muralha protetora da cidade

A cidade tem a forma de uma estrela de seis pontas, localizando-se a Governadoria no centro do círculo em que está inscrita a estrela.Da Governadoria partem as coordenadas que dividem a cidade em seis partes distintas, afetas, cada uma, ao mesmo número de organizações especializadas, em que desdobra a administração pública, representadas, como já se disse, pelos Ministérios da Regeneração, do Auxílio, da Comunicação, do Esclarecimento, da Elevação e da União Divina.Assim, a cidade está dividida em seis módulos, cada um deles partindo da Governadoria, junto à qual se eleva a torre de cada ministério, configurando-se como um centro administrativo.À frente deles está a grande praça que os circunda e que, para que se avalie o seu tamanho, está apta para receber, comodamente, um milhão de pessoas. A médium (Heigorina Cunha) descreve-a como belíssima, como piso semelhante ao alabastro, com muitos bancos ao seu redor, sendo que, nos espaços em que se vê o encontro dos vários vértices das bases dos triângulos, por detrás dos bancos, existem fontes luminosas multicoloridas, e em torno delas, flores graciosas e delicadas.Além da praça temos os núcleos residenciais em forma de triângulo e que, como já se disse, se destinam aos trabalhadores de cada Ministério, sendo que os mais graduados residem mais próximos às praças e, portanto, ao centro administrativo. Essas casas pertencem à comunidade e se um trabalhador se transfere para outro Ministério, deve mudar-se também para residir junto ao seu local de trabalho. Os quadros que se vêem desenhados dentro do triângulo, e junto à muralha, são quadras onde se erguem as residências.Nos espaços que medeiam entre um núcleo habitacional e outro, seja e, direção à muralha, seja em direção ao núcleo correspondente ao Ministério vizinho, existem grandes parques arborizados onde se erguem outras construções que foram detalhadas na planta, destinados ao lazer ou serviços aos habitantes. Vê-se, por exemplo, no parque do Ministério da Regeneração, a locação do seu Parque Hospitalar; no Ministério da União Divina. o Bosque das Águas e, no Ministério da Elevação, o Campo da Música, todos referidos no livro Nosso Lar.Cada núcleo residencial é cortado, no centro, por ampla avenida arborizada que o liga à praça principal e à Governadoria, e que se inicia junto à muralha.Entre os núcleos em forma de triângulo e a muralha, estão os núcleos residenciais destinados aos Espíritos que, por seus méritos, podem adquirir suas casa mediante pagamento em bonus-hora, que é a unidade monetária padrão, correspondente a uma hora de trabalho prestado à comunidade. Estas casas, pertencendo aos que as adquiriram podem ser objeto de herança. Na planta aparecem umas poucas quadras, mas na verdade são muitas quadras, a perderem-se de vista e que se alongam até a muralha.Circundando toda a cidade, está a grande muralha protetora, onde se acham assestadas as baterias de proteção magnética, para defesa contra as arremetidas dos Espíritos inferiores, o que não deve estranhar porque, como sabemos, a cidade está situada numa esfera espiritual de transição, abrigando espíritos que ainda devem reencarnar.Por fora da muralha estão os campos de cultivo de vegetais destinados à alimentação pública.


A planta da cidade, no entanto, carece de medidas que nos propiciem uma exata compreensão de seu tamanho.Mas podemos imaginar sua magnitude pelas referências que André Luiz nos faz.É uma cidade amplamente disposta, para um milhão de habitantes.O "aeróbus", correndo numa velocidade que não permite fixar os detalhes da paisagem e com paradas de três em três quilômetros, demora quarenta minutos para ir da Praça da Governadoria até o Bosque das Águas, que está localizado na planta



Em síntese, é o que nos mostra o plano piloto da cidade, configurado na planta que nos veio ao conhecimento por intermediação de nossa irmã Heigorina Cunha.
Do livro "CIDADE NO ALÉM"Pelos Espíritos Lúcius e André Luiz,Médiuns: HEIGORINA CUNHA (desenhos da cidade via desdobramento) e FRANCISCO CÂNDIDO XAVIEREditora
: IDE



Observações de André Luiz sobre "NOSSO LAR"

1 - O irmão Lucius fez quanto pôde, a fim de trazer, aos amigos domiciliados no Plano Físico, alguns aspectos de Nosso Lar, a colônia de trabalho e reeducação a que nos vinculamos na Espiritualidade, especialmente o plano piloto que lhe diz respeito.Para isso, encontrou a dedicação da médium Heigorina Cunha, na cidade de Sacramento, em Minas Gerais, no Brasil.

2 - Terá conseguido transmitir, minuciosamente, toda a imagem do vasto contexto residencial a que nos referimos?Decerto que não, mas estamos à frente de uma realização válida pelas formas e idéias básicas que o mencionado amigo alinhou, cuidadosamente, através do intercâmbio espiritual.

3 - Justo lembrar aqui os mapas que Cristóvão Colombo desenhou, por influência de Mentores e Amigos Espirituais, antes de desvelar a figura da América.Semelhantes esboços não continham a realidade total, no entanto, demonstram, até hoje, que o valoroso navegador apresentava a configuração do Novo Continente, em linhas essenciais.



4 - Convém esclarecer que Nosso Lar é uma colônia-cidade, habitada por homens e mulheres, jovens e adultos, que já se desvencilharam do corpo físico.Outras colônias-cidades espirituais, porém, existem, às centenas, em torno da Terra, obedecendo às leis que lhe regem os movimentos de rotação e translação.

5 - Nas colônias-cidades ou colônias-parques que gravitam em torno do Plano Físico, para domicílio transitório das inteligências desencarnadas, é natural que a luta do bem para extinguir o mal ou o desequilíbrio da mente, continue com as características que lhe conhecemos na Crosta da Terra.


ANDRÉ LUIZUberaba, 17 de junho de 1983.( Anotações recebidas pelo médium Francisco Cândido Xavier, em Uberaba, Minas Gerais)

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