21 julho 2007

Mortes Coletivas

Mortes Coletivas


Vamos encontrar na valorosa obra mediúnica do extraordinário médium Chico Xavier, mais precisamente no Livro Chico Xavier pede Licença, no capítulo 19, intitulado “Desencarnações Coletivas”, as sábias explicações para o fenômeno das mortes coletivas, quando o benfeitor Emmanuel, responde pergunta endereçada a ele por algumas dezenas de pessoas em reunião pública realizada na noite de 22/08/1972, em Uberaba, MG, que transcrevemos na íntegra conforme abaixo:

Sendo Deus a Bondade Infinita, porque permite a morte aflitiva de tantas pessoas enclausuradas e indefesas, como nos casos de incêndios?

“Realmente reconhecemos em Deus o Perfeito Amor aliada à Justiça Perfeita. E o Homem, filho de deus, crescendo em amor, traz consigo a Justiça imanente, convertendo-se, em razão disso, em qualquer situação, no mais severo julgador de si próprio.

Quando retornamos da Terra para o Mundo Espiritual, conscientizados nas responsabilidades próprias, operamos o levantamento dos nossos débitos passados e rogamos os meios precisos a fim de resgatá-los devidamente.

É assim que, muitas vezes, renascemos no Planeta em grupos compromissados para a redenção múltipla.

Invasores ilaqueados pela própria ambição, que esmagávamos coletividades na volúpia do saque, tornamos à Terra com encargos diferentes, mas em regime de encontro marcado para a desencarnação conjunta em acidentes públicos.

Exploradores da comunidade, quando lhe exauríamos as forças em proveito pessoal, pedimos a volta ao corpo denso para facearmos unidos o ápice de epidemias arrasadoras.
Promotores de guerras manejadas para assalto e crueldade pela megalomania do ouro e do poder, em nos fortalecendo para a regeneração, pleiteamos o Plano Físico a fim de sofrermos a morte de partilha, aparentemente imerecida, em acontecimentos de sangue e lágrimas.

Corsários que ateávamos fogo a embarcações e cidades na conquista de presas fáceis, em nos observando no Além com os problemas da culpa, solicitamos o retorno à Terra para a desencarnação coletiva em dolorosos incêndios, inexplicáveis sem a reencarnação.

Criamos a culpa e nós mesmos engenhamos os processos destinados a extinguir-lhe as conseqüências. E a Sabedoria Divina se vale dos nossos esforços e tarefas de resgate e reajuste a fim de induzir-nos a estudos e progressos sempre mais amplos no que diga respeito à nossa própria segurança. É por este motivo que, de todas as calamidades terrestres, o Homem se retira com mais experiência e mais luz no cérebro e no coração, para defender-se e valorizar a vida.

Lamentemos sem desespero quantos se fizeram vítimas de desastres que nos confrangem a alma. A dor de todos eles é a nossa dor. Os problemas com que se defrontam são igualmente nossos.

Não nos esqueçamos, porém, de que nunca estamos sem a presença de Misericórdia Divina junto às ocorrências da Divina Justiça, que o sofrimento é invariavelmente reduzido ao mínimo para cada um de nós, que tudo se renova para o bem de todos e que Deus nos concede sempre o melhor”.


No Livro O Consolador, de Emmanuel através da abençoada psicografia de Chico Xavier, encontramos a seguinte pergunta e respectiva resposta que abaixo transcrevemos:

Pergunta 250: Como se processa a provação coletiva?

“Na provação coletiva verifica-se a convocação dos Espíritos encarnados, participantes do mesmo débito, com referência ao passado delituoso e obscuro.

O mecanismo da justiça, na lei das compensações, funciona então espontaneamente, através dos prepostos do Cristo, que convocam os comparsas da dívida do pretérito para os resgates em comum, razão porque, muitas vezes, intitulais “doloroso caso” às circunstâncias que reúnem as criaturas mais díspares no mesmo acidente, que lhes ocasiona a morte do corpo físico ou as mais variadas mutilações, no quadro dos seus compromissos individuais”.

No Livro Temas da Vida e da Morte, de Manoel Philomeno de Miranda, por Divaldo Pereira Franco, no capítulo intitulado “Flagelos e Males”, encontramos a seguinte explicação para esse tipo de acontecimento que entristece toda humanidade: “O abuso das paixões, e não o uso correto que leva aos ideais do amor e ao arrebatamento pelas causas nobres, é o agente dos flagelos e males que se voltam contra o próprio homem e o infelicitam”.

Diante de tantos esclarecimentos não podemos ter mais quaisquer dúvidas de que a justiça divina exerce sua ação exatamente com aqueles que desequilibram a harmonia da Lei de Amor e Caridade e por isso mesmo se defrontam inexoravelmente mais cedo ao mais tarde com a Lei de Causa e efeito, ou se preferirem com a máxima proferida pela doutrina cristã quando nos assevera: “A semeadura é livre mas, a colheita é obrigatória”.

Passamos, agora, fundamentados pelos ensinamentos hauridos nesta abençoada doutrina a analisar alguns dos efeitos dessa Lei maior, utilizando o recurso da morte coletiva conforme segue:

Na TRAGÉDIA DO CIRCO ocorrida em Niterói

Estiveram envolvidos naquele episódio, ocorrido no circo em Niterói, os mesmos personagens que no ano de 177 de nossa era, queimaram cerca de mil crianças e mulheres cristãs numa arena de um circo na Gália, região da França.

E, para o devido reajuste com a Lei de Causa e efeito foram convocados ao devido resgate acontecido naquele inesquecível dia 17 de dezembro de 1961, em comovedora tragédia acontecida no circo em Niterói, onde a justiça da Lei Divina, através da reencarnação, reuniu os responsáveis em diversas situações e graus de comprometimento no desatino ocorrido no pretérito, para a dolorosa expiação de seus atos selvagens praticados contra os cristãos indefesos sem dó nem piedade, sob os auspício da fúria sanguinolenta dos Imperadores da Roma Antiga.

Nos casos de ACIDENTES DE AVIÃO

No Livro Ação e Reação, capítulo 18, intitulado “Resgates Coletivos”, do espírito André Luiz, através da psicografia de Chico Xavier, nos traz as explicações do orientador Druso sobre as vítimas de um acidente ocorrido com um avião provocando várias mortes: “Imaginemos que fossem analisar as origens da provação a que se acolheram os acidentados de hoje....

Surpreenderiam, decerto, delinqüentes que, em outras épocas, atiraram irmãos indefesos do cimo de torres altíssimas, para que seus corpos se espatifassem no chão; companheiros que, em outro tempo, cometeram hediondos crimes sobre o dorso do mar, pondo a pique existências preciosas, ou suicidas que se despenharam de arrojados edifícios ou de picos agrestes, em supremo atestado de rebeldia, perante a Lei, os quais, por enquanto, somente encontram recurso em tão angustioso episódio para transformarem a própria situação”.

Nos casos de mortes causadas por TERREMOTOS

Sabemos que a justiça está concedendo a oportunidade para que os antigos guerreiros covardes e desumanos do passado que destruíram cidades, arrasaram lares, matando mulheres e crianças e velhos, sob os escombros de suas casas, fazendo milhares de vítimas, ao reencarnarem em novos corpos, atraídos por uma força magnética provocadas pelos crimes praticados coletivamente, se reúnem em determinadas circunstâncias, e sofrem “na pele” por meio de um terremoto ou outra catástrofe semelhante, o mal na mesma proporção do que impuseram às suas vítimas indefesas de ontem.

Nas OUTRAS VÁRIAS SITUAÇÕES

Conforme nos esclareceu Emmanuel na mensagem acima transcrita, solicitamos nossa redenção perante a justiça divina, ao compreendermos o quanto fomos danosos para a sociedade em que nos comprometemos, e o Pai por infinita bondade nos dá a suprema oportunidade de nos quitarmos perante nossa própria consciência que abriga todas as suas soberanas Leis, para que conquistemos por nossos próprios atos a libertação do grilhão que nos prendem aos abismos das trevas, com objetivo de buscarmos reparar nossos delitos e irresponsabilidades contraídas no passado, para então procedermos em direção a nossa essência espiritual que é fonte de amor e harmonia.

Finalizando, este nosso modesto estudo, sobre tão grave assunto deste instante doloroso, vivido por inúmeras famílias que perderam seus entes queridos de forma tão trágica, alertamos para o cuidado que devemos ter com a nossa semeadura presente que serão decisivas para o nosso porvir, visto que não temos como alterar as nossas ações efetuadas no passado distante, mas podemos se quisermos modificar para melhor o nosso destino futuro, levando em consideração que: “só os atos definem o verdadeiro cristão”, pois o reino de Deus não se conquista com aparências exteriores, e devemos sempre ter em mente que: “o universo é o lar de uma só família, onde Deus é por todos, e cada criatura por seus irmãos”.

Que a presença de Jesus nos mantenha os corações alegres e unidos hoje e sempre.



LIVRO DOS ESPÍRITOS

Lei de Destruíção
Flagelos destruidores

Pergunta: 737. Com que fim fere Deus a Humanidade por meio de flagelos destruidores?

“Para fazê-la progredir mais depressa. Já não dissemos ser a destruição uma necessidade para a regeneração moral dos Espíritos, que, em cada nova existência, sobem um degrau na escala do aperfeiçoamento? Preciso é que se veja o objetivo, para que os resultados possam ser apreciados. Somente do vosso ponto de vista pessoal os apreciais; daí vem que os qualificais de flagelos, por efeito do prejuízo que vos causam. Essas subversões, porém, são freqüentemente necessárias para que mais pronto se dê o advento de uma melhor ordem de coisas e para que se realize em alguns anos o que teria exigido muitos séculos.” (744)

Pergunta: 738. Para conseguir a melhora da Humanidade, não podia Deus empregar outros meios que não os flagelos destruidores?

“Pode e os emprega todos os dias, pois que deu a cada um os meios de progredir pelo conhecimento do bem e do mal. O homem, porém, não se aproveita desses meios. Necessário, portanto, se torna que seja castigado no seu orgulho e que se lhe faça sentir a sua fraqueza.”

a) - Mas, nesses flagelos, tanto sucumbe o homem de bem como o perverso. Será
justo isso?

“Durante a vida, o homem tudo refere ao seu corpo; entretanto, de maneira diversa pensa depois da morte. Ora, conforme temos dito, a vida do corpo bem pouca coisa é. Um século no vosso mundo não passa de um relâmpago na eternidade. Logo, nada são os sofrimentos de alguns dias ou de alguns meses, de que tanto vos queixais. Representam um ensino que se vos dá e que vos servirá no futuro. Os Espíritos, que preexistem e sobrevivem a tudo, formam o mundo real (85). Esses os filhos de Deus e o objeto de toda a Sua solicitude. Os corpos são meros disfarces com que eles aparecem no mundo. Por ocasião das grandes calamidades que dizimam os homens, o espetáculo é semelhante ao de um exército cujos soldados, durante a guerra, ficassem com seus uniformes estragados, rotos, ou perdidos. O general se preocupa mais com seus soldados do que com os uniformes deles.”

b) - Mas, nem por isso as vítimas desses flagelos deixam de o ser.

“Se considerásseis a vida qual ela é e quão pouca coisa representa com relação ao infinito, menos importância lhe daríeis. Em outra vida, essas vítimas acharão ampla compensação aos seus sofrimentos, se souberem suportá-los sem murmurar.”

Venha por um flagelo a morte, ou por uma causa comum, ninguém deixa por isso de morrer, desde que haja soado a hora da partida. A única diferença, em caso de flagelo, é que maior número parte ao mesmo tempo.

Se, pelo pensamento, pudéssemos elevar-nos de maneira a dominar a Humanidade e abrangê-la em seu conjunto, esses tão terríveis flagelos não nos pareceriam mais do que passageiras tempestades no destino do mundo.

Pergunta: 739. Têm os flagelos destruidores utilidade, do ponto de vista físico, não obstante os males que ocasionam?

“Têm. Muitas vezes mudam as condições de uma região. Mas, o bem que deles resulta só as gerações vindouras o experimentam.”

Pergunta: 740. Não serão os flagelos, igualmente, provas morais para o homem, por porem-no a braços com as mais aflitivas necessidades?

“Os flagelos são provas que dão ao homem ocasião de exercitar a sua inteligência, de demonstrar sua paciência e resignação ante a vontade de Deus e que lhe oferecem ensejo de manifestar seus sentimentos de abnegação, de desinteresse e de amor ao próximo, se o não domina o egoísmo.”

Pergunta: 741. Dado é ao homem conjurar os flagelos que o afligem?

“Em parte, é; não, porém, como geralmente o entendem. Muitos flagelos resultam da imprevidência do homem. À medida que adquire conhecimentos e experiência, ele os vai podendo conjurar, isto é, prevenir, se lhes sabe pesquisar as causas. Contudo, entre os males que afligem a Humanidade, alguns há de caráter geral, que estão nos decretos da Providência e dos quais cada indivíduo recebe, mais ou menos, o contragolpe. A esses nada pode o homem opor, a não ser sua submissão à vontade de Deus. Esses mesmos males, entretanto, ele muitas vezes os agrava pela sua negligência.”

Na primeira linha dos flagelos destruidores, naturais e independentes do homem, devem ser colocados a peste, a fome, as inundações, as intempéries fatais às produções da terra. Não tem, porém, o homem encontrado na Ciência, nas obras de arte, no aperfeiçoamento da agricultura, nos afolhamentos e nas irrigações, no estudo das condições higiênicas, meios de impedir, ou, quando menos, de atenuar muitos desastres? Certas regiões, outrora assoladas por terríveis flagelos, não estão hoje preservadas deles? Que não fará, portanto, o homem pelo seu bem-estar material, quando souber aproveitar-se de todos os recursos da sua inteligência e quando aos cuidados da sua conservação pessoal, souber aliar o sentimento de verdadeira caridade para com os seus semelhantes? (707)

No Livro Obras Póstumas, Segunda Parte, pág. 215, no Capítulo intitulado: Questões e problemas - As expiações coletivas, o espírito Clélie DUPLANTIER, assim nos esclarece em um dos trechos de sua mensagem sobre o tema:

“Salvo exceção, pode-se admitir como regra geral que todos aqueles que têm uma tarefa comum reunidos numa existência, já viveram juntos para trabalharem pelo mesmo resultado, e se acharão reunidos ainda no futuro, até que tenham alcançado o objetivo, quer dizer, expiado o passado, ou cumprido a missão aceita.

Graças ao Espiritismo, compreendeis agora a justiça das provas que não resultam de atos da vida presente, porque já vos foi dito que é a quitação de dívidas do passado; por que não ocorreria o mesmo com as provas coletivas? Dissestes que as infelicidades gerais atingem o inocente como o culpado; mas sabeis que o inocente de hoje pode ter sido o culpado de ontem? Que tenha sido atingido individualmente ou coletivamente, é que o mereceu. E, depois, como dissemos, há faltas do indivíduo e do cidadão; a expiação de umas não livra da expiação das outras, porque é necessário que toda dívida seja paga até o último centavo. As virtudes da vida privada não são as da vida pública; um, que é excelente cidadão, pode ser muito mau pai de família, e outro, que é bom pai de família, probo e honesto em seus negócios, pode ser um mau cidadão, ter soprado o fogo da discórdia, oprimido o fraco, manchado as mãos em crimes de lesa-sociedade. São essas faltas coletivas que são expiadas coletivamente pelos indivíduos que para elas concorreram, os quais se reencontram para sofrerem juntos a pena de talião, ou ter a ocasião de repararem o mal que fizeram, provando o seu devotamento à coisa pública, socorrendo e assistindo aqueles que outrora maltrataram. O que é incompreensível, inconciliável com a justiça de Deus, sem a preexistência da alma, se torna claro e lógico pelo conhecimento dessa lei.

A solidariedade, que é o verdadeiro laço social, não está, pois, só para o presente; ela se estende no passado e no futuro, uma vez que as mesmas individualidades se encontraram, se reencontram e se encontrarão para subirem juntas a escala do progresso, prestando-se concurso mútuo. Eis o que o Espiritismo faz compreender pela equitativa lei da reencarnação e a continuidade das relações entre os mesmos seres”.

Anjos Guardiães

ANJOS GUARDIÃES, ESPÍRITOS PROTETORES,
FAMILIARES OU SIMPÁTICOS
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489 – Há Espíritos que se ligam a um indivíduo em particular para o proteger?
– Sim, o irmão espiritual, a que chamais o bom Espírito ou o bom gênio.

490 – Que se deve entender por anjo guardião?
– O Espírito protetor de uma ordem elevada.

491 – Qual é a missão do Espírito protetor?
– A de um pai sobre seus filhos: guiar seu protegido no bom caminho, ajudá-lo com seus conselhos, consolar suas aflições, sustentar sua coragem nas provas da vida.

492 – O Espírito protetor liga-se ao indivíduo depois do seu nascimento?
– Depois do seu nascimento até à morte, e, freqüentemente, o segue depois da morte na vida espírita, e mesmo em várias existências corporais, porque essas existências são apenas fases bem curtas com relação à vida do Espírito.

493 – A missão do Espírito protetor é voluntária ou obrigatória?
– O Espírito protetor é obrigado a velar sobre vós porque aceitou essa tarefa, mas pode escolher os seres que lhe são simpáticos. Para alguns é um prazer, para outros uma missão ou um dever.
– Ligando-se a uma pessoa, o Espírito renuncia a proteger outros indivíduos?
– Não, mas o faz menos exclusivamente.

494 – O Espírito protetor está fatalmente ligado ao ser confiado à sua guarda?
– Ocorre, freqüentemente, que certos Espíritos deixam sua posição para executar diversas missões; mas, então, são substituídos.

495 – O Espírito protetor abandona algumas vezes seu protegido quando este é rebelde aos seus conselhos?
– Ele se afasta quando vê seus conselhos inúteis, e que a vontade de sofrer a influência dos Espíritos inferiores é mais forte. Todavia, não o abandona completamente, e se faz sempre ouvir sendo, então, o homem quem fecha os ouvidos. Ele retorna, desde que chamado.
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É uma doutrina que deveria converter os mais incrédulos pelo seu encanto e pela sua doçura: a dos anjos guardiães. Pensar que se tem sempre perto de si seres que vos são superiores, que estão sempre aí para vos aconselhar, vos sustentar, vos ajudar a escalar a áspera montanha do bem, que são os amigos mais seguros e mais devotados do que as mais íntimas ligações que se possa contrair sobre esta Terra, não é uma idéia bem consoladora? Esses seres aí estão por ordem de Deus; ele os colocou junto de vós e aí estão, por seu amor, cumprindo uma bela, mas penosa missão. Sim, onde estejais, ele estará convosco: as prisões, os hospitais, os lugares de devassidão, a solidão, nada vos separa desse amigo que não podeis ver, mas do qual vossa alma sente os mais doces estímulos e ouve os sábios conselhos.
Deveríeis conhecer melhor esta verdade! quantas vezes ela vos ajudaria nos momentos de crise; quantas vezes ela vos salvaria dos maus Espíritos! Todavia, no grande dia, este anjo de bondade terá freqüentemente de vos dizer: "Não te disse isto? e não o fizeste; não te mostrei o abismo? e aí te precipitaste; não te fiz ouvir na consciência a voz da verdade? e não seguiste os conselhos da mentira?" Ah! interrogai vossos anjos guardiães; estabelecei entre eles e vós essa ternura íntima que reina entre os melhores amigos. Não penseis em esconder-lhes nada, porque eles têm os olhos de Deus, e não podeis enganá-los. Sonhai com o futuro; procurai avançar nesta vida e vossas provas serão mais curtas, vossas existências mais felizes. Caminhai! homens de coragem; atirai para longe de vós, de uma vez por todas, preconceitos e idéias preconcebidas; entrai na nova estrada que se abre diante de vós; marchai! marchai! tendes orientadores, segui-os: o objetivo não vos pode faltar, porque esse objetivo é Deus.
Àqueles que pensem ser impossível aos Espíritos verdadeiramente elevados, se sujeitarem a uma tarefa tão laboriosa e de todos os instantes, diremos que influenciamos vossas almas estando a vários milhões de léguas de vós. Para nós o espaço não é nada, e vivendo em outro mundo, nossos Espíritos conservam sua ligação com o vosso. Gozamos de qualidades que não podeis compreender, mas estejais certos de que Deus não nos impôs uma tarefa acima de nossas forças e que ele não vos abandonou sós sobre a Terra, sem amigos e sem apoio. Cada anjo guardião tem seu protegido sobre o qual vela, como um pai vela sobre seu filho, e é feliz quando o vê no bom caminho, e sofre quando seus conselhos são menosprezados.
Não temais em nos fatigar com vossas perguntas; estejais, ao contrário, sempre em relação conosco: sereis mais fortes e mais felizes. São essas comunicações de cada homem com seu Espírito familiar que fazem todos os homens médiuns, médiuns hoje ignorados, mas que se manifestarão mais tarde e se espalharão como um oceano sem limites para repelir a incredulidade e a ignorância. Homens instruídos, instruí; homens de talento, elevai vossos irmãos. Não sabeis que obra cumprireis assim: a do Cristo, a que Deus vos impôs. Para que Deus vos deu a inteligência e a ciência, senão para repartir com vossos irmãos, para os adiantar no caminho da alegria e da felicidade eterna.

(São Luís, Santo Agostinho.)
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496 – O Espírito que abandona seu protegido, não lhe fazendo mais o bem, pode lhe fazer o mal?
– Os bons Espíritos não fazem, jamais, o mal; deixam que o façam aqueles que tomam o seu lugar; então, acusais a sorte pelos infortúnios que vos acabrunham, quando é vossa a falta.

497 – O Espírito protetor pode deixar seu protegido à mercê de um Espírito que poderia lhe desejar o mal?
– Há união dos maus Espíritos para neutralizar a açãodos bons. Mas, se o protegido quiser, ele dará toda a força ao seu bom Espírito. O bom Espírito talvez encontre uma boa vontade, alhures, para ajudar; disto aproveita até seu retorno junto do seu protegido.

498 – Quando o Espírito protetor deixa seu protegido se transviar na vida, é por falta de força, de sua parte, na luta contra outros Espíritos malévolos?
– Não é porque ele não pode, mas porque ele não quer. Seu protegido sai das provas mais perfeito e mais instruído. Ele o assiste com seus conselhos, pelos bons pensamentos que lhe sugere, mas que, infelizmente, não são sempre escutados. Não é senão a fraqueza, a negligência ou o orgulho do homem que dão força aos maus Espíritos; seu poder sobre vós resulta de não lhes opordes resistência.

499 – O Espírito protetor está constantemente com seu protegido? Não há alguma circunstância em que, sem o abandonar, o perca de vista?
– Há circunstâncias em que a presença do Espírito protetor não é necessária junto de seu protegido.

500 – Chega um momento em que o Espírito não tem mais necessidade de um anjo guardião?
– Sim,
quando ele alcança um grau de poder conduzir a si mesmo, como chega o momento em que o escolar não tem mais necessidade do mestre; mas isso não ocorre sobre a vossa Terra.

501 – Por que a ação dos Espíritos sobre nossa existência é oculta e por que, quando nos protegem, não o fazem de uma forma ostensiva?
– Se contardes com a sua proteção, não agireis por vós mesmos, e vosso Espírito não progredirá. Para que possa avançar lhe é necessária a experiência e é preciso, freqüentemente, que ele a adquira às suas custas; é preciso que exerça suas habilidades, sem isso seria como uma criança que não se permitisse andar sozinha. A ação dos Espíritos que vos querem o bem é sempre regulada de maneira a vos deixar o livre arbítrio, porque se não tiverdes responsabilidade não avançareis no caminho que vos deve conduzir até Deus. O homem, não vendo o seu apoio, se entrega às suas próprias forças; seu guia, entretanto, vela sobre ele e, de tempos em tempos, lhe brada para desconfiar do perigo.

502 – O Espírito protetor que consegue conduzir seu protegido no bom caminho, experimenta algum bem para si mesmo?
– É um mérito do qual se lhe tem em conta, seja para seu próprio adiantamento, seja por sua alegria. Ele é feliz quando vê seu desvelo coroado de sucesso, triunfando como um preceptor triunfa com o sucesso de seu aluno.
– Ele é responsável se não triunfar?
– Não, visto que fez o que dele dependia.

503 – O Espírito protetor que vê seu protegido seguir um mau caminho, malgrado seus avisos, sofre com isso e não lhe é uma causa de perturbação para a sua felicidade?
– Ele sofre por causa dos seus erros e o lastima. Mas essa aflição não tem as angústias da paternidade terrestre, porque sabe que há remédio para o mal, e que aquilo que não se faz hoje, far-se-á amanhã.

506 – Quando estivermos na vida espírita, reconheceremos nosso Espírito protetor?
– Sim, porque, freqüentemente, vós o conhecíeis antes de encarnardes.

507 – Os Espíritos protetores pertencem todos à classe dos Espíritos superiores? Podem se encontrar entre os médios? Um pai, por exemplo, pode vir a ser o Espírito protetor de seu filho?
– Ele o pode, mas a proteção supõe um certo grau de elevação, um poder ou uma virtude a mais concedida por Deus. O pai que protege seu filho, pode ser, ele mesmo, assistido por um Espírito mais elevado.

508 – Os Espíritos que deixaram a Terra em boas condições, podem sempre proteger os que amam e que lhes sobrevivem?
– Seu poder é mais ou menos restrito; a posição em que se encontram não lhes deixa sempre toda a liberdade de agir.

509 – Os homens no estado selvagem ou de inferioridade moral, têm, igualmente seus Espíritos protetores? Nesse caso, esses Espíritos são de uma ordem tão elevada quanto aqueles dos homens mais avançados?
– Cada homem tem um Espírito que vela sobre ele, mas as missões são relativas ao seu objetivo. Não dais a uma criança que aprende a ler um professor de filosofia. O progresso do Espírito familiar segue o do Espírito protegido. Tendo vós mesmos um Espírito superior que vela sobre vós, podeis, a vosso turno, virdes a ser o protetor de um Espírito que vos é inferior, e os progressos que o ajudardes a fazer contribuirão para o vosso adiantamento. Deus não pede ao Espírito, além do que comportem sua natureza e o grau que alcançou.

510 – Quando o pai que vela sobre o filho vem a reencarnar, vela ainda sobre ele?
– Isso é mais difícil, mas ele convida, num momento de desprendimento, um Espírito simpático para o assistir nessa missão. Aliás, os Espíritos não aceitam senão missões que podem cumprir até o fim.

O Espírito encarnado, sobretudo nos mundos onde a existência é material, está mais submetido ao seu corpo para poder ser inteiramente devotado, quer dizer, assistir pessoalmente. Por isso, aqueles que não são bastante elevados, são, eles mesmos, assistidos por Espíritos que lhe são superiores, de tal sorte que se um falta por uma causa qualquer, é substituído por um outro.

511 – Além do Espírito protetor, um mau Espírito é ligado a cada indivíduo tendo em vista compeli-lo ao mal e lhe fornecer uma ocasião de lutar entre o bem e o mal?
– Ligado não é o termo. É bem verdade que os maus Espíritos procuram desviar do bom caminho quando encontram oportunidade; mas quando um deles se liga a um indivíduo, o faz por si mesmo, posto que espera ser escutado. Então, há a luta entre o bom e o mau, e vence aquele que o homem deixa imperar sobre si.

512 – Podemos ter vários Espíritos protetores?
– Cada homem tem sempre Espíritos simpáticos, mais ou menos elevados, que se afeiçoam e se interessam por ele, como tem os que o assistem no mal.

513 – Os Espíritos simpáticos agem em virtude de uma missão?
– Algumas vezes eles podem ter uma missão temporária mas, o mais freqüentemente, não são solicitados senão pela semehança de pensamentos e de sentimentos no bem, como no mal.
– Parece resultar disso que os Espíritos simpáticos podem ser bons ou maus?
– Sim, o homem encontra sempre Espíritos que simpatizam com ele, qualquer que seja seu caráter.

514 – Os Espíritos familiares são os mesmos Espíritos simpáticos ou Espíritos protetores?
– Existem diferenças na proteção e na simpatia; dai-lhes o nome que quiserdes. O Espírito familiar é antes o amigo da casa.

Das explicações acima e das observações feitas sobre a natureza dos Espíritos que se ligam ao homem, pode-se deduzir o que se segue:
O Espírito protetor, anjo guardião ou bom gênio, é aquele que tem por missão seguir o homem na vida e ajudá-lo a progredir. Ele é sempre de uma natureza superior relativamente à do protegido.
Os Espíritos familiares se ligam a certas pessoas por laços mais ou menos duráveis tendo em vista ser-lhes úteis, no limite de seu poder, freqüentemente bastante limitado. Eles são bons mas, algumas vezes, pouco avançados e mesmo um pouco levianos. Eles se ocupam, de bom grado, dos detalhes da vida íntima e não agem senão por ordem ou com permissão dos Espíritos protetores.
Os Espíritos simpáticos são os que se sentem atraídos para nós por afeições particulares e uma certa semelhança de gostos e de sentimentos, no bem como no mal. A duração de suas relações é quase sempre subordinada às circunstâncias.
O mau gênio é um Espírito imperfeito ou perverso que se liga ao homem para desviá-lo do bem, e age por sua própria iniciativa e não em virtude de uma missão. Sua tenacidade está em razão do acesso mais ou menos fácil que encontra. O homem está sempre livre para escutar sua voz ou repeli-la.

20 julho 2007

O Surgimento das Doenças


Será que, ao nos sintonizarmos com energias e atitudes negativas, não estamos abrindo caminho para ficarmos doentes?

Por Edvaldo Kulcheski

(Veja vídeo ao final do texto)

Antes de se falar em cura espiritual, é importante definirmos o que é uma doença. Seria ela um mal de fato? No livro Mãos de Luz, a curadora norte-americana Barbara Ann Brennan apresenta um raciocínio muito interessante: "Toda doença é uma mensagem direta dirigida a você, dizendo-lhe que não tem amado quem você é e nem se tratado com carinho, a fim de ser quem você é". De fato, todas as vezes que nosso corpo apresentar alguma "doença", isto deve ser tomado como um sinal de que alguma coisa não está bem.


A doença não é uma causa, é uma conseqüência proveniente das energias negativas que circulam por nossos organismos espiritual e material. O controle das energias é feito através dos pensamentos e dos sentimentos, portanto, possuímos energias que nos causam doenças porque somos indisciplinados mentalmente e emocionalmente. Em Nos Domínios da Mediunidade, André Luiz explica que "assim como o corpo físico pode ingerir alimentos venenosos que lhe intoxicam os tecidos, também o organismo perispiritual absorve elementos que lhe degradam, com reflexos sobre as células materiais".

Permanentemente, recebemos energia vital que vem do cosmo, da alimentação, da respiração e da irradiação das outras pessoas e para elas imprimimos a energia gerada por nós mesmos. Assim, somos responsáveis por emitir boas ou más energias às outras pessoas. A energia que irradiamos aos outros estará impregnada com nossa carga energética, isto é, carregada das energias de nossos pensamentos e de nossos sentimentos, sendo necessário que vigiemos o que pensamos e sentimos.

TIPOS DE DOENÇAS

Podemos classificar as doenças em três tipos: físicas, espirituais e atraídas ou simbióticas. As doenças físicas são distúrbios provocados por algum acidente, excesso de esforço ou exagero alimentar, entre outros, que fazem um ou mais órgãos não funcionarem como deveriam, criando uma indisposição orgânica.

As doenças espirituais são aquelas provenientes de nossas vibrações. O acúmulo de energias nocivas em nosso perispírito gera a auto-intoxicação fluídica. Quando estas energias descem para o organismo físico, criam um campo energético propício para a instalação de doenças que afetam todos os órgãos vitais, como coração, fígado, pulmões, estômago etc., arrastando um corolário de sofrimentos.

As energias nocivas que provocam as doenças espirituais podem ser oriundas de reencarnações anteriores, que se mantém no perispírito enfermo enquanto não são drenadas. Em cada reencarnação, já ao nascer ou até mesmo na vida intra-uterina, podemos trazer os efeitos das energias nocivas presentes em nosso perispírito, que se agravam à medida que acumulamos mais energia negativa na reencarnação atual. Enquanto persistirem as energias nocivas no perispírito, a cura não se completará.

Já as doenças atraídas ou simbióticas são aquelas que chegam por meio de uma sintonia com fluidos negativos. O que uma criatura colérica vibrando sempre maldades e pestilências pode atrair senão as mesmas coisas? Essa atração gera uma simbiose energética que, pela via fluídica, causa a percepção da doença que está afetando o organismo do espírito que está imantado energeticamente na pessoa, provocando a sensação de que a doença está nela, pois passa a sentir todos os sintomas que o espírito sente. Aí, a pessoa vai ao médico e este nada encontra.
André Luiz afirma que "se a mente encarnada não conseguiu ainda disciplinar e dominar suas emoções e alimenta paixões (ódio, inveja, idéias de vingança), ela entrará em sintonia com os irmãos do plano espiritual, que emitirão fluidos maléficos para impregnar o perispírito do encarnado, intoxicando-o com essas emissões mentais e podendo levá-lo até à doença".

O SURGIMENTO DAS DOENÇAS

A cada pensamento, emoção, sensação ou sentimento negativo, o perispírito imediatamente adquire uma forma mais densa e sua cor fica mais escura, por causa da absorção de energias nocivas. Durante os momentos de indisciplina, o homem mobiliza e atrai fluidos primários e grosseiros, os quais se convertem em um resíduo denso e tóxico.

Devido à densidade, estas energias nocivas não conseguem descer de imediato ao corpo físico e vão se acumulando no perispírito. Com o passar do tempo, as cargas energéticas nocivas que não forem dissolvidas ou não descerem ao corpo físico formam manchas e placas que aderem à superfície do perispírito, comprometendo seu funcionamento e se agravando quando a carga deletéria acumulada é aumentada com desatinos da existência atual.

Em seus tratados didáticos, a medicina explica que, no organismo do homem, desde seu nascimento físico, existem micróbios, bacilos, vírus e bactérias capazes de produzirem várias doenças humanas. Graças à quantidade ínfima de cada tipo de vida microscópica existente, eles não causam incômodos, doenças ou afecções mórbidas, pois ficam impedidos de terem uma proliferação além da "cota mínima" que o corpo humano pode suportar sem adoecer. No entanto, quando esses germes ultrapassam o limite de segurança biológica fixado pela sabedoria da natureza, motivados pela presença de energias nocivas no corpo físico, eles se proliferam e destroem os tecidos de seu próprio "hospedeiro".

Partindo das estruturas energéticas do perispírito na direção do corpo, em ondas sucessivas, essas radiações nocivas criam áreas específicas nas quais podem se instalar ou se desenvolver as vidas microscópicas encarregadas de produzir os fenômenos compatíveis com os quadros das necessidades morais para o indivíduo. Elas se alimentam destas energias nocivas que chegam ao físico, conseguindo se multiplicar mais rapidamente e, em conseqüência, causando as doenças.A recuperação do espírito enfermo só poderá ser conseguida mediante a eliminação da carga tóxica que está impregnada em seu perispírito. Embora o pecador já arrependido esteja disposto a uma reação construtiva no sentido de se purificar, ele não pode se subtrair dos imperativos da Lei de Causa e Efeito. Para cada atitude corresponde um efeito de idêntica expressão, impondo uma retificação de aprimoramento na mesma proporção, ou seja, a pessoa tem que dispender um esforço para repor as energias positivas da mesma maneira que dispende esforços para produzir as energias negativas que se acumulam em seu perispírito.

ELIMINANDO AS ENERGIAS TÓXICAS

Assim, como decorrência de tal determinismo, o corpo físico que veste agora ou outro, em reencarnação futura, terá de ser justamente o dreno ou a válvula de escape para expurgar os fluidos deletérios que o intoxicam e impedem de firmar sua marcha na estrada da evolução. Durante a purificação perispiritual, as toxinas psíquicas convergem para os tecidos, órgãos ou regiões do corpo, provocando disfunções orgânicas que conhecemos como doença.
Quando o espírito não consegue expurgar todo o conteúdo venenoso de seu perispírito durante a existência física, ele desperta no além sobrecarregado de energia primária, densa e hostil. Em tal caso, devido à própria "lei dos pesos específicos", ele pode cair nas zonas umbralinas pantanosas, onde é submetido à terapêutica obrigatória de purgação no lodo absorvente. Assim, pouco a pouco vai se libertando das excrescências, nódoas, venenos e "crostas fluídicas" que nasceram em seu tecido perispiritual por efeito de seus atos de indisciplina vividos na matéria.

Os charcos pantanosos do umbral inferior são do mesmo nível vibratório das manchas e placas, por isso servem para drenar essas energias nocivas. Embora sofram muito nesses locais, isso os alivia da carga tóxica acumulada na Terra, assim como seu psiquismo enfermo, depois de sofrer pela dor cruciante, desperta e se corrige para viver existências futuras mais educativas ou menos animalizadas.

Os espíritos socorristas só retiram dos charcos purgatoriais os "pecadores" que já estão em condições de uma permanência suportável nos postos e colônias de recuperação perispiritual adjacentes à crosta terrestre.

Cada um tem certo limite que pode agüentar em meio a estes charcos, então eles são resgatados mesmo que ainda não tenham expurgado todas as placas, reencarnando em corpos onde permanecerão expurgando e drenando essas energias através das doenças que se manifestarão no corpo físico.

AJUDA DA MEDICINA

A doutrina espírita não prega o conformismo, por isso é lícito procurar a medicina ter rena, que pode aliviar muito e curar onde for permitido. Se a misericórdia divina colocou os medicamentos ao nosso alcance é porque podemos e devemos utilizá-los para combater as energias nocivas que migraram do perispírito para o corpo físico, mas não devemos esquecer que os medicamentos alopáticos combatem somente os efeitos da doença.

Isto quer dizer que, quando as doenças estão presentes no corpo físico, devemos combatê-la, buscar alívio. Muitas vezes, estas doenças exigem tratamentos prolongados, outras vezes necessitamos até de cirurgia, mas tudo faz parte da "Lei de Causa e Efeito", que tenta despertar para uma reforma moral através deste processo doloroso. Qualquer medida profilática em relação às doenças tem que se iniciar na conduta mental, exteriorizando-se na ação moral que reflete o velho conceito latino: mens sana in corpore sano.

Estados de indisciplina são os maiores responsáveis pela convocação de energias primárias e daninhas que adoecem o homem pelas reações de seu perispírito contra o corpo físico. Sentimentos como orgulho, avareza, ciúme, vaidade, inveja, calúnia, ódio, vingança, luxúria, cólera, maledicência, intolerância, hipocrisia, amargura, tristeza, amor-próprio ofendido, fanatismo religioso, bem como as conseqüências nefastas das paixões ilícitas ou dos vícios perniciosos, são também geradores das energias nocivas.

Ou seja, a causa das doenças está na própria leviandade no trato com a vida. Analisando criteriosamente o comportamento, ver-se-á que os males que atormentam as pessoas persistirão enquanto não forem destruídas as causas. Portanto, soluções superficiais são enganosas. É preciso lutar contra todas as aflições, mas jamais de forma milagrosa. Procuremos sempre pensar e agir dentro dos ensinamentos cristãos, a fim de alcançarmos a cura integral.

http://www.ippb.org.br/modules.php?op=modload&name=News&file=article&sid=2649

Em busca da cura

Vídeo elaborado pelo Núcleo Espírita Nosso Lar (Santa Catarina)


07 julho 2007

"Nós já fomos Pedra?"

Dos Três Reinos
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"Nós já fomos Pedra?"
Expositor: Carlos Alberto Silva
Rio de Janeiro08/09/2001

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(...) Nosso ponto de partida, será o livro "A Gênese", de Allan Kardec, que faz uma divisão bastante significativa. No capítulo X, nos fala sobre a "Gênese Orgânica". E no capítulo XI, nos fala sobre a "Gênese Espiritual." Na Gênese Orgânica, teríamos a evolução, se assim pudermos dizer, da matéria. Consideremos então, tão somente a matéria, nesta primeira análise. Temos o reino mineral, o reino vegetal, o reino animal, e o reino hominal. No reino mineral, apenas a matéria inerte, nos demais reinos, compostos desta matéria inerte, somada a vitalidade. Na Gênese Espiritual, teríamos a "Mônada Espiritual", o "Princípio Espiritual", "o Princípio Inteligente" e o "Espírito". No Livro "A evolução do princípio inteligente", de Durval Ciamponi, encontramos o seguinte, no capítulo III, "No protoplasma e no Reino Mineral": "Estudiosos há que, interpretando Kardec, Leon Denis, André Luiz e outras fontes, principalmente de origem orientalista, afirmam que o começo da evolução está no reino mineral (inorgânico ). Baseiam-se na questão do LE, 540, onde se afirma que o "arcanjo começou pelo átomo" ou nas palavras ditas de Léon Denis, segundo o qual a "alma dorme na pedra". O autor não concorda com estes estudiosos, onde mais adiante diz: "Nós particularmente, baseados nos autores citados e na Codificação Espírita, admitimos que o início da evolução da alma, na Terra, se deu no protoplasma primitivo (matéria orgânica que continha fluido vital) . Conforme dissemos no início, não temos conhecimento para "fechar a questão", embora neste momento eu compreenda o início da evolução do "princípio espiritual" a que chamamos "Mônada Espiritual" no reino mineral. Confuso ? Vamos tentar desembaralhar. As nomenclaturas "Mônada Espiritual", "Princípio Espiritual", "Princípio Inteligente" e "Espírito", apenas designam fases diferentes da evolução do Espírito. Poderíamos assumir somente o nome "Princípio Espiritual" que se torna em algum momento um "Espírito". A divisão é apenas didática. Se confundir, o amigo(a) pode optar por somente "Princípio Espiritual". Temos então informação suficiente para fazer uma associação, entre a "Gênese Orgânica" e a "Gênese Espiritual". De forma bastante simplista, podemos dizer assim: a Mônada Espiritual sairia das "mãos de Deus", fazendo um estágio no reino mineral. Evoluindo, passaria a "Princípio Espiritual", onde faz um estágio no reino vegetal. Evolui e se torna princípio inteligente, fazendo um estágio no reino animal. O princípio espiritual chegando ao extremo da evolução comportada no reino animal, é transformado em Espírito, que reencarna no reino hominal, onde nos dizem o seguinte os Espíritos na questão 610: "...A espécie humana é a que Deus escolheu para a encarnação do seres que podem conhecê-Lo."
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Com este resumo, podemos responder a algumas questões, pelo menos uma que me intrigou durante alguns anos:

"Nós já fomos pedra" ?

Não. No início de tudo, que podemos chamar de Mônada espiritual ou princípio espiritual, é possível termos feito um "estágio" no reino mineral, mas a nossa origem intrínseca é "espiritual".
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Como passamos pelo reino mineral sem ter sido pedra?

Vamos lá, amigo (...). Vamos partir da situação atual. Existem três coisas no Universo: Deus, Espírito e Matéria. O Homem é composto de um corpo humano, de um perispírito e de um Espírito. Hoje, somos Espíritos, no reino hominal, que temos uma "veste", uma roupa, que é o corpo físico. Logo, o Espírito passa pelas sucessivas encarnações, no reino hominal, até que não precise mais reencarnar, mas no entanto, o Espírito não é o corpo, apenas se utiliza deste.

Mas a questão que fica no ar é: Antes de termos sido espírito, ainda na fase de Mônada, poderíamos ter "encarnado" em algum mineral?
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Poderíamos entender assim, somente como forma de fazermos uma associação amigo (...). Pois na verdade, não há uma encarnação da Mõnada Espiritual, pois esta não é uma individualidade, onde entramos em um terreno onde os próprios Espíritos nos alertam que "é um mistério", pois não temos desenvolvimento suficiente para compreender. Um ponto interessante que podemos ressaltar com a sua pergunta, é que o "Espírito", é fruto de uma evolução. Deus, quando cria o "Espírito", não o tira do nada, não o cria num passe de mágica. O "Espírito" é a evolução daquilo que neste texto chamamos de "Mônada Espiritual", que poderia ser chamada também de "princípio espiritual", ou até mesmo "princípio inteligente". O importante é que não nos deixemos confundir com os termos. Busquemos a essência, que é a seguinte:

1) Deus, o Criador ;
2) Espírito - Centelha Divina ;
3) Matéria - Aquilo que impressiona os nossos sentidos, derivada do Fluido Cósmico Universal.
Se entendermos que existe uma evolução "orgânica" e uma evolução "espiritual", damos um bom passo para entendermos este assunto.

Em qual estágio planetário há a mudança de princípio inteligente para Espírito? Ou se não há um estágio planetário, isso ocorre constantemente, até nos dias de hoje?
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Cada planeta comporta os estágios de acordo com a sua evolução. Precisamos olhar para a evolução como um todo, ou seja, deslocarmos as nossas vistas de nosso planeta, e termos como referencial "O Universo". Sabemos que Deus cria incessantemente, pois não podemos imaginar o PAI em "ostracismo". Logo, cria os mundos, e cria também os Espíritos. Não tenho conhecimento aqui na Terra de encarnações de homens primatas, de espíritos em sua fase de primeira encarnação. Digo que não tenho conhecimento, o que não quer dizer que não exista, logo, se Deus cria incessantemente, se a transformação do princípio inteligente para Espírito não se der aqui na terra, certamente se dá em algum lugar do Universo, pois em tudo a Providência Divina, em tudo a Perfeição Divina, que nada faz ao acaso. Nossa visão é que ainda é bastante estreita.



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Gostaria de saber se animal tem perispirito? Se nós passamos peloreino mineral, vegetal, animal em qual destes reinos individualizamos? Euaceito a colocação de alguns estudos da AME que diz que individualiamos apartir da monada? mas gostaria de saber onde encontro estas informações nasobras básicas? Na genese há qualquer coisa sobre espirito do macaco, então se animal tem espirito, tem que ter perispirito e já ser individualizado.
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O espírito ao ser criado, ainda no estágio de princípio inteligente em evolução, passa pelos reinos inferiores da criação, quais sejam o mineral, vegetal e animal, antes de adquirir o livre-arbítrio queo incluirá no mundo dos espíritos. No mineral, adquire a força mecânica, através do acúmulo demoléculas; no vegetal, ganha a vitalidade, embora ainda seja constituído de matéria inerte e no reino animal, além da força mecânica e da vitalidade, passa a possuir também uma espécie de inteligência instintiva, limitada. Quanto à sua individualização, não se pode precisar o exato momento em que ela se dá. Entendea maioria que o momento é quando o princípio inteligente chega ao reino animal. Os Espíritos,no entanto, não informam a esse respeito, esclarecendo, apenas, que o princípio inteligente se individualiza pouco a pouco, num trabalho preparatório, como o da germinação (questão 607, a, do Livro dos Espíritos). Porém, é certo que somente a partir do reino animal é que adquire consciência de sua existência e de sua individualidade, conforme nos explica Allan Kardec, no comentário à questão 585. É certo, portanto, que, no reino animal, o princípio inteligente já está individualizado e quepossui perispírito. Tanto assim, que os Espírotos informam que o perispírito do animal sobrevive à morte do corpo físico e vai para um espécie de erraticidade, embora não seja ainda um espírito errante, pois este pensa e obra por sua vontade.

Recomendamos o estudo do capítulo XI, da Parte 3a., do Livro dos Espíritos, sob o título "Dos Três Reinos" Os vegetais e os animais são seres inferiores da criação. São estágios por que passa o princípiointeligente antes de receber o pensamento contínuo e o livre-arbítrio, tornando-se espírito.

Conforme esclareceram os Espíritos, as plantas possuem vitalidade mas não têm consciência desua existência. Os animais, além dessa vitalidade, possuem um inteligência instintiva limitada econsciência de sua existência e individualidade.Portanto, vemos que o processo de individualização começa somente quando o princípio inteligente chega ao reino animal. À essa altura, já possui perispírito, conservando sua individualidade após a morte do corpo físico. Ao contrário dos vegetais, os animais possuem uma inteligência latente, rudimentar, que lhes permite, dependendo da espécie, manifestar determinadas liberdades de ação, limitadas, porém, às suas necessidades



http://www.cvdee.org.br/duv_resptexto.asp?cat=15&id=534

Entrevista Virtual
Entrevistado: Ricardo Di Bernardi


Reencarnação e Evolução das Espécies

Questão 06: Li que a primeira etapa da mônada após a criação seria no reino mineral. Como isso se dá? As pedras têm vida?

Não as pedras não tem vida. a vida só existe quando a estrutura bioquímica consegue fixar o "fluido vital "ou energia vital" ou ainda bioenergia=prana. No entanto o princípio espiritual, já se une à matéria antes de existir vida na mesma, conforme o livro dos espíritos , questão 540 , no penúltimo parágrafo da resposta, diz , mais ou menos o seguinte,: É assim na natureza que tudo serve , que tudo se encadeia, desde o átomo até o arcanjo que começou por ser átomo. etc... Logo os espíritos superiores também passaram por estágios assim.


Questão 08: Pelo que pude entender, lendo o Livro dos Espíritos, os animais não têm um espírito, propriamente dito, mas uma alma "especial" que não tem o livre-arbítrio nem a consciência de futuro e de Deus, e por isso não têm um desenvolvimento tecnológico, posto que não raciocinam. Porém, vi em uma outra fonte que alguns gorilas, vivendo em cativeiro, estão começando a desenvolver ferramentas e jogos, o que indicaria um pequeno, porém existente, raciocínio que poderia levar ao desenvolvimento tecnológico, indicando inteligência. Seriam os gorilas, então, uma espécie de, digamos, transição da alma animal para o Espírito humano?

Todos os animais são etapas evolutivas que se encadeiam como seqüência. Emmanuel em "O Consolador " questão 79 , nos diz que todos os animais um dia entrarão no reino hominal. ( O que não significa idêntico ao nosso ) . os gorilas são seres mais evoluídos que outros animais mais primitivos. NÀO são a transição atual para a espécie humana. Nossa transição JÁ SE OPEROU HÁ MILHOES DE ANOS. os gorilas, para atender sua questão, renascerão cada vez mais experientes e, se necessário, poderão reencarnar em outros astros (planetas ) onde ESTARÁ OCORRENDO surgimento de espécies pré-humanas.
Questão 11: Por que os animais, que não têm carma, têm as mesmas doenças e sofrimentos que nós temos?

Nem todo defeito ou doença é carma. As experiências da vida nos estimulam ao crescimento, ao aprendizado, ao amadurecimento. além disto um animal cego nem tem a consciência disto , não pode comparar-se com outro e sentir-se diferente, por exemplo.

Questão 13: Gostaria de saber se os animais serão humanos algum dia e em que está baseada a resposta.

Resposta: Sim. baseada no livro dos espíritos , questão 540, em Emmanuel, questão 79 de "O Consolador ' EM ANDRÉ LUIZ, na obra "Evolução em dois Mundos " e em Joanna de Angelis, 'ESTUDOS ESPÍRITAS " pag 50 a 55. e sobretudo baseado na justiça infinita de Deus, que não poderia privilegiar uns seres em relação a outros.

Questão 16: Seria possível um ser humano renascer como animal ?

Impossível. O corpo espiritual (astral=perispirito) tem outra freqüência energética e não pode se fixar em corpo de freqüência incompatível. Não há retrocesso. Há apenas evolução ou estacionamento.

Questão 24: As pessoas que se amam se encontram na espiritualidade. E os animais que amamos? Também nós os encontramos?

Às vezes. No entanto podem já ter renascido. Embora todo amor sempre leve um reencontro em um dado momento no futuro.




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