08 junho 2007

O Evangelho no Lar


O Culto do Evangelho no Lar
artigo publicado na revista “Reformador”, Ed. FEB
JAQUELINE S. LEAL FONSECA


“Orar em família é ver derramar-se sobre ela o cálice aurífico dos céus, acondicionando-nos nesse imenso bojo de ventura que o Cristo traz a visitar-nos.” – Tereza de Brito

Conta-nos o Espírito Neio Lúcio, pela psicografia de Francisco C. Xavier, que Jesus, quando se asilava provisoriamente na casa de Simão Pedro, percebendo que o teor das conversações já descambava para a improdutividade, tomou das Sagradas Escrituras e, após colocações simples, por meio das quais trouxe à realidade daqueles Espíritos a importância do instituto doméstico, desenrolou os Escritos Divinos e convidou os familiares de Simão à palestra edificante e à meditação.

Iniciava-se o primeiro culto cristão no lar.

Mas, o que é o Culto do Evangelho no Lar?

Segundo André Luiz, na obra Desobsessão, trata--se de “estudo da Doutrina Espírita, à luz do Evangelho do Cristo e sob a cobertura moral da oração”.

O Culto do Evangelho no Lar (CEL) é o momento semanal em que, beneficiando-nos da companhia dos nossos familiares que comungam dos mesmos princípios religiosos que nós, podemos elevar o nosso pensamento ao Mais Alto através da prece reconfortante e do estudo e debate de problemas corriqueiros, do âmbito familiar ou social, à luz do Evangelho de Jesus decodificado pelo Espiritismo. É “a festiva oportunidade de conviver algumas horas com os Espíritos de Luz que virão ajudar-te nas provações purificadoras, em nome daquele que é o Benfeitor vigilante e Amigo de todos nós ”.
Bom, mas para que serve o CEL?

André Luiz, no livro Conduta Espírita, diz que “quem cultiva o Evangelho em casa, faz da própria casa um templo do Cristo.”

Em primeiro lugar, podemos colocar o que os Espíritos nos dizem com relação às bênçãos familiares que podem ser recolhidas desta prática cultivada em várias religiões, que é a da leitura e interpretação dos textos do Evangelho.

Os momentos de culto são dedicados exclusivamente ao reduto doméstico. Portanto, ali os seus componentes estão à vontade para discutir suas dores e seus problemas, as dificuldades vividas no dia-a-dia e interpretá-las à luz da Doutrina Espírita. É um momento de intimidade, de troca de boas vibrações e de bons sentimentos, é um momento em que a Espiritualidade Amiga se destaca para acompanhar aqueles Espíritos que estão em luta juntos, na romagem carnal, a fim de que eles possam recolher os melhores benefícios daqueles minutos.

Orando juntos, segundo a nossa querida Tereza de Brito, no livro Vereda Familiar, nós nos utilizamos “das formidáveis bênçãos que movimentamos para o equilíbrio e para a presença da luz em nosso cenário doméstico”. Então, podemos concluir que o CEL contribui para a manutenção do equilíbrio e da paz doméstica.

Joanna de Ângelis, no livro Florações Evangélicas, coloca que, mesmo num ambiente familiar conturbado, em que existe a evidente reunião de Espíritos não afinados, quando se institui a presença de Jesus naquele lar, esta “(...) produz sinais evidentes de paz, e aqueles que antes experimentavam repulsa pelo ajuntamento doméstico descobrem sintomas de identificação, necessidade de auxílio mútuo.”

Durante o CEL, a família restaura suas forças despendidas ao longo da semana, enquanto eleva o padrão vibratório da casa, unificando os laços familiares por terem a oportunidade de partilhar conhecimentos e dores.

E no Âmbito Espiritual, qual a repercussão do CEL?

André Luiz, no livro Os Mensageiros, cap. 37, conta-nos que, após presenciar o CEL de D. Isabel, uma devotada companheira de Nosso Lar que ainda estava encarnada, cuidando de três filhos, e cujo marido a amparava e guardava o seu lar do Plano Espiritual, foi para o jardim de sua casa e observou curiosa cena. Ameaçava tempestade e, naquele momento, entidades de aspecto desagradável, algumas com formas até um tanto quanto aterradoras, arrastavam-se para sua direção, mas quando se aproximavam, recuavam, amedrontadas. Intrigado, perguntou ao seu Mentor, Aniceto, a razão daquela fuga repentina, como se tivessem aquelas entidades se encontrado com algo aterrorizante.

Aniceto, com toda a sua paciência e amor, disse a André Luiz que aqueles irmãos eram os “seres vagabundos da sombra”, que procuravam asilo nos dias de tormenta, porque ainda muito ligados às sensações grosseiras da carne, e por isso, os aguaceiros os incomodavam tanto quanto a nós encarnados. Disse que eles buscavam preferencialmente as casas de diversão noturna, sendo que as residências abertas também eram por eles penetradas, porque as viam como que da mesma matéria que lhes constituía o perispírito.

Aumentando, ainda, os conhecimentos de André Luiz, complementou Aniceto:

“Toda vez que se ora num lar, prepara-se a melhoria do ambiente doméstico. Cada prece do coração constitui emissão eletromagnética de relativo poder. Por isso mesmo, o culto familiar do Evangelho não é tão-só um curso de iluminação interior, mas também processo avançado de defesa exterior, pelas claridades espirituais que acende em torno. O homem que ora traz consigo inalienável couraça. O lar que cultiva a prece transforma-se em fortaleza, compreenderam? As entidades da sombra experimentam choques de vulto, em contato com as vibrações luminosas deste santuário doméstico, e é por isso que se mantêm a distância, procurando outros rumos...” (Destaque nosso.)

Joanna de Ângelis diz, em seu livro Messe de Amor, página “Jesus Contigo”, que nós distendemos da nossa casa a luz do Evangelho para o “mundo atormentado”. E diz, ainda mais, que a casa que ora beneficia a rua inteira, e que num prédio, um único apartamento em que haja CEL é capaz de iluminar todo o edifício.
Portanto, para que resguardemos o nosso lar dos Espíritos salteadores e vagabundos das Trevas, formando barreiras vibratórias capazes de os isolar, e para que possamos distender aos nossos irmãos que sofrem os benefícios que colhemos com a prece, mantenhamos o Culto do Evangelho.

E como podemos fazê-lo?

Joanna de Ângelis, na mesma página, fala-nos: “Prepara a mesa, coloca água pura, abre o Evangelho, distende a mensagem da fé, enlaça a família e ora.”
Todavia, indispensável que tomemos das palavras de Jesus como base para os comentários principais da noite.

André Luiz, no livro Os Mensageiros, cap. 35, conta--nos o que assistiu no Culto do Evangelho em casa de D. Isabel.

Disse o nosso Benfeitor Amigo que, primeiramente, a filha mais jovem proferiu a prece, ao que se seguiu que a filha mais velha leu uma página instrutiva consoladora e, logo após, uma nota triste do noticiário comum. Quando a leitura acabou, D. Isabel abriu o Novo Testamento, como se estivesse procedendo ao acaso, mas, em verdade, André Luiz viu que o marido de Isabel, do Plano Espiritual, intervinha diretamente na abertura do Livro Sagrado, ajudando a focalizar o assunto da noite.

E D. Isabel leu um versículo do Evangelho e o comentou, com o amparo de um Benfeitor Espiritual que a inspirava, fazendo alusão ao que a filha mais velha lera como página inicial e ao episódio triste do jornal leigo.

No livro Renúncia, romance mediúnico ditado por Emmanuel ao nosso querido Chico Xavier, Alcíone, protagonista da citada obra, em Culto do Evangelho na casa de seu pai, contara que quando vivia sob tutela do Padre Damiano e de sua mãe, na Espanha, “nunca nos reunimos no culto doméstico sem suplicar o socorro da inspiração divina” e que liam “apenas um versículo de cada vez e esse mesmo, não raro, fornecia cabedal de exame e iluminação para outras noites de estudo.” Dá agora para perceber por que Emmanuel escreveu quatro livros* comentando apenas um versículo de cada vez, em cada leitura edificante que fazemos...

Podemos, assim, concluir que, ao colocarmo-nos confortavelmente em torno da mesa com copos de água pura, a fim de que seja devidamente fluidificada, podemos proferir uma prece simples, e proceder à leitura de página edificante, de um recorte de jornal ou alguma reportagem de revista, além do versículo do Novo Testamento para que possamos, através dele, elucidar o que lemos previamente.

Contudo, podemos utilizar-nos dos recursos literários disponíveis na Doutrina Espírita, quais sejam: livros cujas páginas ou mensagens são lidas antes da prece inicial; leitura e comentários de O Evangelho segundo o Espiritismo ou do Novo Testamento; livros infantis que poderão ser utilizados por aqueles que têm filhos pequenos, dando-lhes, assim, o ensejo de participação ativa no CEL, lendo eles próprios alguma passagem de um livro infantil edificante, que conte alguma história do seu dia-a-dia na escola e que tenha a ver com o tema da noite, além do contato com o conhecimento espírita e a moral cristã contida no Evangelho de Jesus.

Ao final, que seja proferida a prece de agradecimento.

E não podemos esquecer de fixar um horário e um dia da semana específicos para o mister, o qual não deverá ser burlado nem relegado ao esquecimento. Joanna de Ângelis, na já citada página do livro Messe de Amor (13), é clara ao nos informar: “Não demandes a rua, nessa noite, senão para os inevitáveis deveres que não possas adiar.

Demora-te no Lar para que o Divino Hóspede aí também se possa demorar.” (Destaque nosso.)
É importante frisar que o CEL não é um momento para manifestações mediúnicas, salvo em situações extremas, em que se faça necessário a um Mentor Espiritual dar algum recado mais importante. Apesar de o CEL beneficiar alguns companheiros desencarnados que, porventura, estejam em nossa casa ou sejam trazidos até ela para se beneficiarem dos ensinamentos da noite, como exemplifica André Luiz no livro Entre a Terra e o Céu14, é muito importante que nos abstenhamos de dar passividade a Espíritos sofredores no âmbito doméstico, por ser medida de resguardo do lar, que não possui os aparatos devidos para as medidas de socorro necessárias a esses irmãos. Que os nossos companheiros desencarnados em sofrimento se manifestem na reunião mediúnica do Centro Espírita, que é a sua clínica de psicoterapia em grupo, sob a égide dos ensinamentos de Jesus.

Mas, e se só eu em casa sou espírita? Então não há CEL na minha casa?

Tereza de Brito, por intermédio de José Raul Teixeira, no livro Vereda Familiar (15), fala que “caso os seus familiares não concordem, por serem adultos e pensarem de maneira diferente, não se iniba. Ore e vibre com Jesus você sozinho, seja nos seus aposentos de dormir ou em alguma parte da casa onde você possa recolher-se por alguns momentos.” E se nos lembrarmos de que Joanna de Ângelis disse que podemos beneficiar um prédio inteiro, uma rua toda, o que não faremos àqueles que não participam do CEL mas vivem sob o mesmo teto que nós! “Se os teus se negarem compartir o ministério a que te propões, a sós, reservadamente na limitação de tua peça de dormir, instala a primeira lâmpada do estudo evangélico e porfia...”
Em contrapartida, diz que não devemos assim proceder quando temos filhos sob nossa tutela: “Se, todavia, os teus filhos estiverem, ainda, sob a tua tutela, não creias na validade do conceito de deixá-los ir, sem religião, sem Deus... Como lhes dás agasalho e pão, medicamento e instrução, vestuário e moedas, oferta-lhes, igualmente, o alimento espiritual (...)”.

Nós somos responsáveis pelos nossos tutelados e responderemos se, por acaso, eles falharem por omissão nossa. É nosso dever levar a eles uma educação moral com base na Lei Natural, que é a Lei de Deus, contida no Evangelho de Amor que o Cristo nos legou. Portanto, eles têm que participar do CEL, preferencialmente desde bem pequenos, quando já comecem a ensaiar o entendimento das coisas, para que se habituem à rotina semanal e para que incorporem tal hábito, levando-o, a posteriori, ao íntimo de seus futuros lares.

E afinal, é importante mesmo que o espírita faça o CEL todas as semanas, ou basta só freqüentar o Centro e ler os livros doutrinários?

Por vezes, o espírita desavisado, em especial quando pouco estuda as obras da Codificação e complementares, acha que, para que seu lar esteja devidamente protegido dos ataques dos Espíritos levianos e zombeteiros, basta que esteja cumprindo sua “escala” semanal no Centro Espírita e que, antes de dormir, faça a sua prece.

Entretanto, é importante, imprescindível mesmo, que todo espírita faça o CEL, independentemente do número de vezes que compareça ao Centro Espírita, porque a sua prática significa a proteção que o lar necessita contra as investidas das trevas. É mediante o CEL que o nosso lar adquire aquelas barreiras magnéticas mencionadas por André Luiz no cap. 37 de Os Mensageiros, citadas anteriormente. É através do CEL que colhemos os benefícios de apaziguamento das animosidades no lar, o aumento da cordialidade entre os que vivem sob o mesmo teto, a força necessária para resolver os problemas familiares de difícil solução, o estreitamento dos laços de consangüinidade.

Vale ressaltar que, independentemente do número de membros da família que ora unida, o importante, e que realmente dá valia às potencialidades magnéticas e vibratórias do Culto do Evangelho no Lar, é a boa intenção na sua prática, é a verdadeira ligação com os Mentores Espirituais, é a freqüência na sua realização e a mudança de atitude dentro de casa, que muito contribuirão para que se mantenha o clima de paz e harmonia que se segue aos minutos de leitura do Evangelho.

Instituamos o Culto do Evangelho em nossos lares, cuidando de nossos filhos para que lhes sejadado o devido encaminhamento religioso, o “pão da vida” de que Jesus nos falou, aquele que realmente nos sacia a fome de luz. E levemos aos irmãos que ainda não o cultivam a informação dos benefícios que ele proporciona, ensinando-os, ajudando-os nos dois ou três primeiros cultos, para que, assim, mais famílias possam recolher as luzes que nós já começamos a receber.

Jesus Contigo
Orientações de Joanna de Ângelis

Dedica uma das sete noites da semana ao Culto do Evangelho no Lar, a fim de que Jesus possa pernoitar em tua casa . Prepara a mesa, coloca água pura, abre o Evangelho, distende a mensagem da fé, enlaça a família e ora. Jesus virá em visita. Quando o Lar se converte em santuário, o crime se recolhe ao museu. Quando a família ora, Jesus se demora em casa. Quando os corações se unem nos liames da Fé, o equilíbrio oferta bênçãos de consolo e a saúde derrama vinho de paz para todos. Jesus no Lar é vida para o Lar. Não aguardes que o mundo te leve a certeza do bem invariável. Distende, da tua casa cristã, a luz do Evangelho para o mundo atormentado. Quando uma família ora em casa, reunida nas blandícias do Evangelho, toda a rua recebe o benefício da comunhão com o Alto. Se alguém, num edifício de apartamentos, alça aos Céus a prece da comunhão em família, todo o edifício se beneficia qual lâmpada ignorada, acesa na ventania. Não te afastes da linha direcional do Evangelho entre os teus familiares. Continua orando fiel, estudando com os teus filhos e com aqueles a quem amas, as diretrizes do Mestre e, quanto possível, debate os problemas que te afligem à luz clara da mensagem da Boa Nova e examina as dificuldades que te perturbam ante a inspiração consoladora do Cristo. Não demandes a rua, nessa noite, senão para inevitáveis deveres que não possa adiar. Demora-te no Lar para que o Divino Hóspede aí também se possa demorar. E quando as luzes se apagarem à hora do repouso, ora mais uma vez, comungando com Ele, como Ele procura fazer, a fim de que, ligado a ti, possas em casa, uma vez por semana em sete noites, ter Jesus contigo.
Joanna de Ângelis


Principais Finalidades do Culto do Evangelho no Lar
· Estudar o Evangelho à Luz da Doutrina Espírita, a qual possibilita compreendê-lo em “espírito e verdade”, facilitando, assim, pautar nossas vidas segundo a vontade do Mestre.
· Criar em todos os lares o hábito salutar de reuniões evangélicas, para que despertem e acentuem o sentimento de fraternidade que deve existir em cada criatura.
· Pelo momento de paz e de compreensão que o Evangelho no Lar oferece, unir as criaturas, proporcionando-lhes uma vivência mais tranqüila.
· Tornar o Evangelho melhor compreendido, sentido e exemplificado, no lar e em todos os ambientes.
· Higienizar o lar pelos nossos pensamentos e sentimentos elevados, permitindo assim, mais fácil influência dos Mensageiros do Bem.
· Ampliar o conhecimento literal e espiritual do Evangelho, para oferecê-lo com maior segurança a outras criaturas.
· Facilitar no lar e fora dele, o amparo necessário para enfrentar as dificuldades materiais e espirituais, mantendo, operantes, os princípios da oração e da vigilância.
· Elevar o padrão vibratório dos componentes do lar, a fim de que ajudem, com mais eficiência, o Plano Espiritual na obtenção de um mundo melhor.


Texto extraído da Revista Cristã de Espiritismo – nº 03 – Ano 01 – set/outubro 1999 – São Paulo – SP – p.4


DECÁLOGO PARA ESTUDOS EVANGÉLICOS
por ANDRÉ LUIZ


1. Peça a inspiração divina e escolha o tema evangélico destinado aos estudos e comentários da noite.

A prece de abertura pode ser espontânea ou seja, uma emissão breve e sincera de palavras nascidas do coração e do entendimento, e que vão servir de indicador ao Plano Espiritual das necessidades pessoais ou gerais, naquele momento. A partir da prece inicial e averiguados os pensamentos e disposições dos componentes do evangelho, será selecionado um tema específico pela Espiritualidade, para ser lido pela pessoa encarregada, e após comentado por todos.Se houver a preferência por uma prece pronta, como o "Pai Nosso", por exemplo, não há inconveniente nenhum, bastando que cada palavra seja verdadeiramente pensada e sentida, em sua essência, qual diálogo real com Deus.


2. Não fuja ao espírito do texto lido.Às vezes o tema escolhido parece não vir de encontro ao que se esperava...

Por exemplo: alguém no grupo, ou a própria pessoa que promove o evangelho, está passando por aflições no campo afetivo e o tema recai sobre bens materiais, ou vice-versa. Há um certo desapontamento e a sensação de que o canal de comunicação com o Plano Espiritual está bloqueado, ou que o problema não está recebendo a devida consideração... No entanto, é importante que o tema escolhido pelos benfeitores espirituais seja debatido com todo o entusiasmo e concentração possíveis, na certeza de que o problema que se esperava ver solucionado será avaliada com muito carinho pelos mentores do grupo no momento oportuno.


3. Fale com naturalidade.Não há a menor necessidade de se alterar o modo de falar ou de se expressar, simplesmente porque o momento é solene.

Adotar atitudes estranhas ou empolar o linguajar podem causar impressão contrária à desejada. Por exemplo, se você habitualmente se refere a si mesmo como "eu", ou seja, na primeira pessoa do singular, não passe, de repente, a se referir a si como "nós". Espontaneidade, eis a palavra-chave de uma reunião de estudos agradável e produtiva. O momento exige respeito, educação e sobriedade... mas não máscaras. Seja sempre você mesmo e incentive o grupo a conservar a autenticidade, igualmente.


4. Não critique, a fim de que a sua palavra possa construir para o bem.

É quase impossível, nos dias atuais, não criticar-se algo. Critica-se o governo, os políticos, o sistema financeiro, a polícia, os esportistas, a mídia, as pessoas, o tempo... Sempre existe algo ou alguém em especial que está fazendo alguma que nos desagrada imensamente. No entanto, surge o evangelho em nossa vida justamente para que encontremos um entendimento maior para com o mundo em que vivemos, que conquistemos paciência, tolerância, compreensão, amor e misericórdia para com tudo e com todos...Quando criticamos, expondo o mal de outrem, estamos na verdade perdendo tempo precioso que poderia ser empregado na busca de valores morais mais elevados e mais justos em nosso próprio benefício, de vez que também somos passíveis de errar neste ou naquele setor da vida.Jesus salientava sempre que não se encontrava entre os homens para julgar, mas sim para salvar... E salvar significa não ignorar o problema, mas sim anotar-lhe o teor e buscar uma solução digna à sua erradicação.Portanto, natural que se exponha algo que julguemos errado - sempre de acordo com o texto selecionado -, mas é importante que se busque soluções individuais para o problema, visto que mundo melhora sempre quando nós nos tornamos melhores.


5. Não pronuncie palavras reprováveis ou inoportunas, suscetíveis de criar imagens mentais de tristeza, ironia, revolta ou desconfiança.

Espiritismo é a doutrina da fé raciocinada e nela não cabem palavras quais sorte, azar, desgraça, acaso, pecado, culpa, castigo e etc.Comentários sobre tragédias, crimes e catástrofes também devem ser evitados, por desnecessários ao momento.Somos todos viajores no vale da experiência humana e quanto mais esclarecidos quanto aos enigmas existenciais, menos devemos valorizar-lhe os mecanismos inferiores de ação.Importante também salientar que, havendo jovens à mesa, a linguagem deverá ser leve e compreensível, porém jamais mesclada com as gírias e os palavrões tão em voga e utilizados com desenvoltura pela sociedade atual. É perfeitamente possível estar-se de acordo com a época sem contudo sorver-lhe as inclinações e os vícios.Outro motivo para acautelar-se contra palavras ou conceitos reprováveis ou inoportunos, será a lembrança de que, provavelmente, se encontrarão no ambiente espíritos desencarnados trazidos pelos Espíritos Benfeitores, e que nem sempre estarão, em relação a nós, em posição de entendimento e harmonia, paz ou boa vontade.


6. Não faça leitura, em voz alta, além de cinco minutos, para não cansar os ouvintes.

Nem sempre aquilo que nos toca o coração, toca o coração do nosso próximo... Por isso, não é necessário que se leia o texto escolhido na íntegra, visto serem alguns deles, quais os encontrados nos livros da Codificação, bastante longos e por isso mesmo cansativos para uma reunião singela de estudos. Basta ler-se a introdução e depois fazer-se um breve resumo do assunto, passando-se em seguida à explanação.


7. Converse ajudando aos companheiros, usando caridade e compreensão.

Um diálogo sereno, assentado sobre legítima orientação cristã, pode produzir resultados surpreendentes visto que se estará sendo conduzido pela Espiritualidade presente e que, conhecendo as dificuldades e os questionamentos íntimos de cada um, buscará ministrar, através dos próprios participantes, as respostas adequadas.


8. Não faça comparações, a fim de que seu verbo não venha ferir alguém.Comparações serão sempre desnecessárias, notadamente no ambiente doméstico.

Recordemo-nos sempre de que cada pessoa é alguém com atitudes e reações absolutamente singulares, e portanto sempre diferenciadas, mesmo no seio de família homogênea.Converse esclarecendo e auxiliando, referindo-se a cada um com o apreço merecido.


9. Guarde tolerância e ponderação.Em reuniões de estudo evangélico, e não obstante a elevação do momento, podem surgir palavras ou colocações impróprias, por parte de algum dos participantes.

Importante que se guarde tolerância e ponderação nesta hora, porque a tolerância adoça o coração e a ponderação suaviza o verbo.Toda contenda deve ser evitada para que o choque de opiniões não desestabilize a reunião que deve sempre ser produtiva, em todos os sentidos.


10. Não retenha indefinidamente a palavra; outros companheiros precisam falar na sementeira do Bem.

Grande alegria se apossa de nossa alma quando, em clima de harmonia e elevação, nos sentimos em contato com os nossos amigos do Mais Alto... Sentimo-nos capazes de falar horas incontáveis, tamanha a torrente de idéias luminosas que nos invadem o entendimento.Porém, para quem ouve, esses momentos podem se transformar em desconforto imenso se o palestrante se alonga em excesso, esquecendo-se de dar a palavra aos demais.Importante que se transforme a reunião, sempre, em verdadeiro diálogo fraterno, na certeza de que somos todos portadores de informes proveitosos ao ambiente que nos acolhe.


ANDRÉ LUIZ

(Mensagem recebida por Chico Xavier em 21 de março de 1952, no Centro Espírita Luiz Gonzaga, Pedro Leopoldo, MG.Comentários ditados por ANDRÉ LUIZ em reunião do IDEAL André, Curitiba, PR., e recebidos por Lori Marli dos Santos, em 07 de julho de 2002.)

29 janeiro 2007

Missão dos Médiuns e Doutrinadores

Missão dos Médiuns e Doutrinadores
Tópicos da palestra feita por
Albérico Barboza no GEAL em 13/01/2007



FILOSOFIA – CIÊNCIA – RELIGIÃO

BASE DE SUSTENTAÇÃO

- IMORTALIDADE DO ESPÍRITO;
- REENCARNAÇÃO;
- EVOLUÇÃO.

EXERCÍCIO DE CRESCIMENTO NO COLETIVO

- CARIDADE ATRAVÉS DO TRABALHO VOLUNTÁRIO;
- TOLERÂNCIA RELIGIOSA

FÉ RACIOCINADA

INCENTIVO À CULTURA

ADEPTOS

- IBGE – VINTE MILHÕES

- OS JOVENS

- A INTERNET

PARADIGMAS

- CONJUNTO DE IDÉIAS BEM SISTEMATIZADO

- FLEXÍVEL E ACOLHEDORA

- ORIGINALIDADE NA QUESTÃO DA MORTE

- ATINGE TODAS AS CLASSES

- DOUTRINA QUE MAIS CRESCE NO OCIDENTE

O MEDIUM

MEDIANEIRO – INTERMEDIÁRIO

Todo aquele que serve de meio entre dois ou mais
indivíduos no plano físico e ou espiritual.

MEDIUNIDADE
Faculdade humana, natural, através da qual os seres humanos se relacionam.

ÓRGÃO

Em sendo uma faculdade humana, ela se manifesta a partir de um organismo existente no Ser. Sabe-se que este (s) órgão(s) se localiza no perispírito, próximo à Pineal.

CICLOS

Infância;
Só se deve intervir com preces e passes, a fim de abrandar as excitações naturais, normalmente carregadas de reminiscências estranhas do passado espiritual.

Adolescência;
O corpo e a mente já amadureceram o necessário para que as manifestações mediúnicas se desenrolem de forma intensa e positiva.

Passagem da adolescência para a juventude;
Fase dos estudos sérios do Espiritismo e da Mediunidade, bem como da prática mediúnica livre nos centros e grupos espíritas
Da maturidade à velhice.
Ocorre maior desprendimento e relacionamento com o
mundo invisível.

MISSÃO

Dos médiuns

Enquanto função a mediunidade se manifesta:
- de forma generalizada e natural por conquista do
Espírito na sua trajetória;

- Mediunato ou compromisso, ou seja, em que os
médiuns são investidos espiritualmente de capacidade mediúnica para finalidades específicas na encarnação.

MEDIUNIDADE DE SERVIÇO
Destina-se ao auxílio e ao socorro e é decorrente de compromissos assumidos pelo portador da mesma no plano espiritual.

Enquanto investido na missão, o médium atua:
- No auxílio indiscriminado aos que necessitam de ajuda e orientação;

- Resgate de comprometimentos do passado decorrentes de comportamento inadequado no processo de relação com a vida e com outro;

- Cura de enfermidades físicas, morais, emocionais e espirituais;

- Atuar como meio de pesquisa e divulgação do saber universal.

DOUTRINAÇÃO

Atividade de grande relevância no campo do atendimento a espíritos em sofrimento, equivocados e inconscientes.

Meio de, através da mediunidade o indivíduo vir a realizar ação caridosa em consonância com os preceitos da solidariedade humana.

O “Doutrinador”, tem portanto como missão primordial esclarecer todos aqueles que encarnados ou desencarnados estejam a vivenciar conturbações de todas as ordens.

As “Doutrinações”, portanto, deverão ser dinamizadas em sentido geral e não particular, levando em consideração o intercâmbio mediúnico nos dois planos: visível e invisível.

Dentre os vários princípios básicos necessários à missão do ‘Doutrinador”, consideramos os seguintes:
- Investimento no “conhece-te a ti mesmo”;

- Ética pessoal;

- Conhecimento geral;

- Amar ao próximo como a si mesmo;

- Vínculo constante com espíritos esclarecidos e com a Divindade

INTERCÂMBIO MEDIÚIUNICO

No exercício dos compromissos espirituais assumidos pelo ser consciente e em especial o médium na instituição espírita, o intercâmbio mediúnico favorece:
Fortalecimento da Fé, através da observação do fato;
Coleta de dados preciosos a partir de informações adquiridas a respeito da vida e da morte;
Aquisição de recursos eficazes para o concurso anti-obsessivo ou desobsessivo;
Exercício da caridade anônima;
Preparação dos homens para o equilíbrio e ampliação nas incursões entre os planos físico e espiritual;



“A MISSÃO MEDIÚNICA É UMA DAS MAIS BELAS OPORTUNIDADES DE PROGRESSO E DE REDENÇÃO CONCEDIDOS POR DEUS AOS SEUS FILHOS MISÉRRIMOS”

“A MEDIUNIDADE É ATRIBUTO DO ESPÍRITO, PATRIMÔNIO DA ALMA IMORTAL, ELEMENTO RENOVADOR DA POSIÇÃO MORAL DA CRIATURA TERRENA, ENRIQUECENDO TODOS OS SEUS VALORES NO CAPÍTULO DA VIRTUDE E DA INTELIGÊNCIA, SEMPRE QUE SE ENCONTRE LIGADA AOS PRINCÍPIOS EVANGÉLICOS NA SUA TRAJETÓRIA PELA FACE DO MUNDO”

“O MÉDIUM TEM OBRIGAÇÃO DE ESTUDAR MUITO, OBSERVAR INTENSAMENTE E TRABALHAR EM TODOS OS INTANTES PELA PRÓPRIA ILUMINAÇÃO”

( Emmanuel )


______________________

Pesquisa e elaboração:

ALBÉRICO RAMOS BARBOZA

Bibliografia:

• Mediunidade
j. Herculano pires
PAIVEIA EDITORA – SÃO PAULO – SP

• MÉDIUNS, MEDIUNIDADES E REUNIÕES MEDIÚNICAS
Rogério Coelho
LIVRARIA ESPÍRITA ALVORADA EDITORA – SALVADOR – BA


• Mediunidade
Edgard armond
EDITORA ALIANÇA – SÃO PAULO - SP

• Somos todos médiuns
Carlos A. Barcelli
CASA EDIT ESPÍRITA “PIERRE-PAULO DIDIER” – VOTUPORANGA - SP



23 outubro 2006

Energia Sexual

Sexo e Fator de Obsessão

“Ninguém se engane quanto aos compromissos do sexo perante a Vida. E cuide também de não enganar a outrem. Cada um responde pelo o que inspira, e pelo o que faz.” - Manoel Philomeno de Miranda "

Vive-se na Terra, a hora do sexo. O sexo vive na cabeça das pessoas, parecendo haver saído da organização genética onde se sedia. Vulgarizado e barateado pelos meios de comunicação de massa, tornou-se motivo essencial da vida de milhares de pessoas, sempre frustradas e insatisfeitas. Julgando-se a criatura humana como sendo tão somente o corpo, cresce hoje o vil mercado das sensações, em completo desrespeito e desconsideração pelo ser humano.
O homem e a mulher verdadeiros são os seus valores éticos, as suas aspirações, as suas lutas e sonhos, os objetivos nobres que trazem dentro de si. Sitiar a criatura apenas nos vapores da libido desenfreada, como vem acontecendo, é atitude injustificável perante todo o progresso psíquico, emocional e intelectual que nos colocam hoje no patamar da razão.
Alheios a tais aquisições, homens tomam de seus veículos automotores, a vagar pela noite, à procura de uma parceira que lhe satisfaça os impulsos. Forma-se uma corrente mental indirecionada, já que a mulher de seus desejos só existe no seu pensamento. Imediatamente, dezenas de espíritos trevosos captam o “fio mental” do desejo sexual do homem imprevidente e vão em sua direção. Por influência deles é encontrada a parceira ideal, a fim de estarem eles próprios a participar do infeliz ato sexual, porque desprovido dos condimentos do amor.
Sem a afetividade sincera e honesta dando sustentabilidade à relação sexual do ser humano, este se faz presa fácil da parasitose obsessiva que se estabelece. Acoplando-se ao Chakra Coronário, localizado no topo da cabeça, centro vital responsável pela “alimentação das células do pensamento” e relacionado ao funcionamento de todo o sistema nervoso, conforme elucida o espírito Manoel Philomeno de Miranda, em seu livro “Sexo e Obsessão”, o desencarnado penetra nas ondas mentais do encarnado e, desta forma, passa a sentir as mesmas e idênticas sensações que sua vítima experiencia. Simultâneo a este acoplamento, ocorre a expansão de uma densíssima massa energética chamada ectoplasma, a qual permite com maior facilidade a absorção das baixas energias da relação sexual do casal desavisado.
Hoje, dessa forma, milhares de criaturas são vítimas das vampirizações espirituais. Se tivessem envolvido as suas vibrações no sentimento sincero do amor; se tivessem resguardado seus canais mediúnicos, que todos temos; se tivessem mantido seus pensamentos em patamar elevado; e não seriam vítimas então desses terríveis conúbios obsessivos.
Urge na Terra a necessidade de uma educação mental por parte das criaturas. O pensamento é força atuante e estamos constantemente rodeados por consciências desencarnadas de toda natureza. Pensar de maneira correta e elevada é atitude de todo aquele que tem o desejo sincero de evoluir, de progredir sem limites no rumo da plenitude que o espera. Conforme as emanações mentais que mantivermos, da mesma forma se apresentará a nossa vida e o nosso comportamento. O ser humano é energia pensante e onde estiver irradiará o que traz dentro de si, atraindo as companhias correspondentes: “Diga-me com quem andas e eu te direi quem és”, já dizia o conhecido provérbio popular.
Quando um encarnado mantém o seu pensamento no nível dos prazeres vulgares, sua vibração é sentida pela espiritualidade inferior como se fora um estridente sinal sonoro, uma verdadeira “sirene do desejo”...e então localizam com facilidade o homem e a mulher inadvertidos, de acordo com as afirmações do espírito Galileu Galilei, em seu livro “Amor e Fator Obsessão”. Tais emissões vibratórias em suas mentes ocasionam a produção de enzimas psíquicas ou bacilos psíquicos, microscópicos corpúsculos desconhecidos da ciência terrena os quais irão atacar as células reprodutoras masculina e feminina. Ao exaurir as fontes da sexualidade, da vitalidade genésica, provocam transtornos e doenças como o câncer de próstata e o câncer uterino. Da mesma forma, o baixo teor vibratório emitido pela tela mental desorganiza a sede da consciência individual de cada célula, que passam então a funcionar irregularmente, conforme nos esclarece Joanna de Ângelis, em seu livro “Adolescência e Vida”, abrindo o campo receptivo à instalação de várias doenças. Não são os microorganismos visíveis os responsáveis pela causa das doenças, mas sim o psiquismo em deterioramento, que abre um canal enfermiço para todo o corpo perispiritual e físico.
Há casais em nossos dias, os quais entenderam erroneamente que o sexo é tudo, e entregam-se a viciações sexuais de difícil libertação, as quais nem mesmo os especialistas conseguem compreender com facilidade. Enquanto se permitirem licenças morais e aberrações sexuais como vem ocorrendo, desorganizarão sistematicamente toda a sua aparelhagem genésica, o que acarretará doenças inadiáveis, por lesarem com vigor seus perispíritos.
Sob a óptica espírita, portanto, a única maneira de vivenciar a função sexual de forma correta é através do amor. Quando os indivíduos se amam, não ocorre somente a permuta física mas, principalmente, a de ordem psíquica, conforme afirma Walter Barcellos, em “Sexo e Evolução”. Os olhares sinceros se encontram e intercambiam raios psíquico-magnéticos que os vitalizam, estimulando a coragem, o ânimo e a alegria de viver. Quanto mais espiritualizado, quanto mais sincero e honesto for o sentimento que une duas criaturas, mais rica e sublime será a permuta magnética entre as duas, que têm a sua intimidade completamente protegida pelos mentores de ambos, os quais utilizando-se dos pensamentos elevados da atmosfera psíquica do casal, constróem a “residência fluídica” que os protegerá de qualquer espírito infeliz.
Já o mesmo não ocorre quando a relação sexual é desprovida de sentimentos nobres, sendo a sua passagem rápida e frustrante, o que gera naqueles a que se entregam sentimentos de vazio e arrependimento – porque não completa, não preenche, não vitaliza - , além de ficar o casal completamente vulnerável à ação da espiritualidade inferior.
O sexo não foi elaborado por Deus a fim de possibilitar tais deleites irresponsáveis, mas sim para o renascimento das vidas, que retornam ao cenário terreno, e para as sensações compensativas das jornadas diárias, na permuta de hormônios que acalmam e da afetividade que robustece as criaturas e as completam. Sendo o espírito neutro na sua sexualidade, possui ambas as polaridades psíquicas, masculina e feminina, e as expressa conforme for o melhor para a sua evolução; ora encarnando como homem, ora encarnando como mulher, com o intuito de desenvolver os sentimentos inerentes a cada polaridade.
Quando a sexualidade, entretanto, é aviltada, vulgarizada e desrespeitada em sua constituição, retorna o espírito em outra polaridade a qual não corresponde ao corpo físico, de forma a não poder dar curso aos seus desejos, esclarece o nobre mentor Bezerra de Menezes. Pode ainda o ser reencarnante vir a ocupar um corpo com sérias limitações mentais, o que impossibilitará – com fins preventivos e terapêuticos - , a elaboração das obscenidades que tanto o prejudicaram, quando o empurraram para o fosso das paixões primitivas.
Considera-se nos nossos dias, o prazer corporal como o único meio de felicitar os indivíduos. Os defensores de tal idéia ignoram, por outro lado, uma série de outros prazeres mais sutis, mas que também são fortemente registrados no psiquismo, fomentando o bem-estar e a alegria de viver. São os prazeres da afetividade sincera, o prazer intelectual que se frui diante do aprofundamento em alguma área do conhecimento, o prazer estético, através das artes e das criações da cultura em toda parte, e ainda o prazer espiritual, decorrente dos mergulhos dentro de si mesmo e do contato com a espiritualidade. Há ainda o prazer cultivado quando acalentamos ideais para nossas vidas, objetivos pelos quais nos esforçamos com empenho e dedicação, planos profissionais ou afetivos, junto daqueles que amamos. Todos esses são prazeres do espírito, da alma humana, uns passageiros, como os prazeres físicos, outros perenes porque abstratos, imateriais, mas que da mesma forma impulsionam o indivíduo para as lutas diárias, para os desafios da caminhada terrena.
Tudo isto constitui o que a benfeitora Joanna de Ângelis considera como sublimação ou transmutação da função sexual. A libido, como a denominou Sigmund Freud, é energia psíquica que pode ser canalizada para várias áreas: para os esportes, para o conhecimento, para a arte, a afetividade...Sempre que nos dedicamos a alguma tarefa ou trabalho, ou mesmo a algum esporte, estamos sublimando ou transmutando energia sexual para diferentes aspectos da vida, a gerar equilíbrio energético e saúde orgânica.
A função sexual, em sua constituição íntima, é criativa das formas físicas, mas principalmente das expressões da beleza, da cultura e da arte, como elucida a mentora de Divaldo Franco, em seu livro “O Despertar do Espírito”. Todos os grandes avanços do conhecimento humano, seja através das expressões artísticas ou da ciência, foram frutos desta energia sublimada de homens e mulheres abnegados. Isso não significa ausência de relações sexuais, mas sim o direcionamento criativo da libido para diversas áreas, e não somente para a área genésica.
Nesta tarefa, portanto , de sublimação e transmutação das energias sexuais, devemos tomar ainda o cuidado de não acalentar qualquer sentimento de culpa ou vergonha em relação às sensações fisiológicas, perfeitamente naturais, o que provocaria a repressão de conteúdos para o inconsciente, gerando transtornos e desequilíbrios inevitáveis. Devemos sempre lembrar de que o sexo é obra Divina, elaborado para o crescimento e felicidade das criaturas. A forma como empregarmos as forças sexuais do espírito é que responderá por suas conseqüências – quer sejam de luz ou de trevas.
Torna-se inadiável, e quão urgente, neste momento, que esta visão espiritual da sexualidade seja levada às gerações mais novas, na tarefa de proporcionar uma correta educação para a vida sexual. A educação sexual que os jovens tem recebido nas escolas, na qual somente o corpo físico é abordado, os têm levado à entrega completa aos impulsos fisiológicos, os atirando em viciações e processos obsessivos lamentáveis. Conforme nos adverte Joanna de Ângelis, em seu livro “Adolescência e Vida”, “quando se pretende transferir para a Escola a responsabilidade da educação sexual, corre-se o risco, que deverá ser calculado, de o assunto ser apresentado com leveza, irresponsabilidade e perturbação do próprio educador, que vive conflitivamente o desafio, sem que o haja solucionado nele próprio”(1997, pg.21). Certamente existem professores os quais trabalham o tema com dignidade e honradez – embora ignorem os fatores espirituais - , mas, infelizmente, estes constituem exceção. O que se percebe nas aulas ministradas sobre sexo, em sua maioria, é a completa banalização do aparelho genésico, com a utilização de palavreado impróprio e vulgar, além de imagens chocantes, a causar perturbação nos mais tímidos e incitar ao cinismo e à malícia aqueles espíritos que renascem sob a influência de vícios muito arraigados, que longe de serem reforçados, deveriam ser substituídos por hábitos salutares.
A correta educação sexual, sob a óptica do Espiritismo, consiste na aquisição de valores por parte do jovem reencarnante, na introjeção do respeito aos seus semelhantes, aos sentimentos que possuem, seus corpos e individualidade; pois as criaturas hoje são tratadas como objetos – indivíduos descartáveis - , sem qualquer dignidade ou consideração. Ao lado da informação de ordem física, que é necessária, tornam-se indispensáveis os valores éticos e morais para o jovem, as informações espirituais sobre o sexo e suas várias decorrências, a fim de que não tombem nos resvaladouros da vulgaridade dos nossos dias. Sem esses ingredientes, a atual educação sexual se faz ineficiente e perigosa, nos assevera Walter Barcellos.
O Espiritismo, assim, como doutrina de educação das almas, oferece os melhores métodos para tal cometimento, através de seu inestimável patrimônio de saberes, disponível à pais, mães, educadores e todo e qualquer investigador que tenha dentro de si o desejo sincero de conhecer a Verdade.
Este é o grande momento para todos nós que aspiramos a uma vida melhor. Reflexionar em torno dos objetivos da vida e da função sexual é tarefa de todo aquele que pensa e deseja o melhor para si. Cumpre-nos, a todos, somar esforços em favor dos princípios da dignidade, da honradez, dos valores éticos, morais, e principalmente da educação moral das novas gerações, único meio de formarmos um novo homem e uma nova mulher para o porvir, na construção de uma sociedade mais equilibrada e feliz.
Tão logo o ser humano resolver-se pela liberdade ante as amarras que o prendem aos baixos desejos; tão logo decida educar o seu pensamento e manter as suas relações sob os alicerces do amor sincero e puro; libertar-se-á com facilidade das malhas terríveis da obsessão sexual. De outra forma, prosseguirá no fosso das paixões insanas e de difícil libertação.


Bibliografia:
Miranda, Manoel Philomeno de ( Espírito), Sexo e Obsessão; psicografado por Divaldo Pereira Franco. – Salvador, BA: Livr. Espírita Alvorada, 2002.
Galilei, Galileu ( Espírito), Amor e Fator Obsessão; psicofonia de João Berbel. – Franca, SP: Editora Farol das Três Colinas, 2003.
Ângelis, Joanna de (Espírito). Adolescência e Vida; psicografado por Divaldo P. Franco. – Salvador, BA: Livr. Espírita Alvorada, 1997.
O Despertar do Espírito; - Salvador, BA: LEAL, 2000.
Amor, Imbatível Amor; - Salvador, BA: LEAL, 1998.
O Homem Integral; - Salvador, BA: LEAL, 2000.
Sendas Luminosas, - Salvador, BA: LEAL, 1998.
Nascente de Bençãos, - Salvador, BA: LEAL, 2001.
Dias Gloriosos; - Salvador, BA: LEAL, 1999.
Barcelos, Walter. Sexo e Evolução; - Brasília, DF: FEB, 1995.
Jr, Décio Iandoli. Fisiologia Transdimensional; São Paulo, SP: FE Editora Jornalística Ltda, 2001

11 fevereiro 2006

Cidade Espiritual: "Cruzada"

“ CRUZADA”

Vamos fazer uma pequena viagem histórica nestes últimos 2.000 (dois mil) anos, onde a composição da humanidade, as civilizações antigas, evoluiu de maneira irregular entre decadências e Idades de Ouro na superfície da Terra.
No caso de Capela, a humanidade evolui em novos artefatos e construções (ciência), mas involui nas dominações, invasões e conquistas (moral).
ASSIM, ENTRE OS 9.564 a.C e o INÍCIO DA ERA CRISTÃ, ANO I depois de Cristo, a humanidade desencarnada nas catástrofes, retornava ao Planeta aos poucos, culminando na data que seria considerada o fim de um ciclo e o começo de outro ciclo para a Terra.
AS HIERARQUIAS PLANETÁRIAS, ANJOS , ARCANJOS, MESTRES ASCENSIONADOS, SERES SOLARES, como dizem as Escrituras - O PAI ENVIOU SEU FILHO MUITO AMADO, para ajudar a humanidade.
MAS COMO FOI ISTO NO PONTO DE VISTA ESPÍRITUAL ?
JOÃO EVANGELISTA, do Apocalipse, NOS EXPLICA , POIS QUE regredindo no tempo teve a visão dos acontecimentos ocorridos no mundo espiritual, antes mesmo que ele nascesse e viu o que foi descrito no Apocalipse 20:1-2
"Então vi descer do Céu um Anjo,
tinha na mão a chave do abismo e uma grande corrente.
Ele segurou o dragão, a antiga serpente, que é o diabo, satanás,
e o prendeu por 1.000 anos"
Isto significou que, para que o Cristo descesse à Terra, era necessário que os Engenheiros Siderais limpassem a atmosfera do Planeta, para que os atentados contra a Boa Nova do Reino de Deus não viessem a gerar alterações neste propósito - que era libertar a humanidade.
UMA FALANGE DE ANJOS ASSOMOU A TERRA, TIRANDO DELA DOIS BILHÕES DE ESPÍRITOS INFERIORES, cuja animalização atingia até as raias do impossível.
Estes espíritos foram aos poucos conduzidos para uma determinada região do espaço da Terra, numa região na linha do Equador, para que a total incidência dos raios e radiações cósmicas e solares, queimasse suas vibrações mentais e contaminadas.
De maneira invisível, foram ajudados pela espiritualidade responsável deste projeto a construir uma cidade com organização e tudo o mais, pois entre esses espíritos haviam grandes intelectuais, grandes magos, desenhistas, estadistas, guerreiros, grandes chefes de tribos e conquistadores. E no total eram 2.000.000.000 (dois bilhões) de almas.
Esta cidade assim foi construída, com recursos que eram disponibilizados a estes seres e teve como nome A CRUZADA.
Os habitantes da CRUZADA esperavam no passar dos séculos, o cumprimento da profecia de que, após 1.000 anos seriam soltos.
Durante este período, eles se prepararam, assim como a espiritualidade se preparava para receber sua maléfica influência.
DEUS, NA SUA MISERICORDIA, SERVIRIA DELES EM BENEFÍCIO DELES MESMOS, POIS COMO FILHOS NÃO SE ENCONTRAVAM PERDIDOS E CONDENADOS ETERNAMENTE.
A Terra teria que os receber de volta, mas por serem voltados a propósitos involutivos, a espiritualidade tinham que dar-lhes um trato educativo .
VOLTEMOS AO APOCALIPSE.CAP. 20VERS 7 E 8.:
"Quando porém, se completarem os mil anos, Satanás será solto de sua prisão. E sairá a seduzir as nações que há nos quatro cantos da Terra, Gogue e Magogue, a fim de reuni-las para a peleja. O número desses é como a areia do mar"
ASSIM, no governo de Sérgio V, em 1009, iniciou-se a descida gradual destes seres e o Planeta entrou numa era terrível de guerras, conquistas, que geraram fome e pestes por todos os lados.
MAS FOI A FRANÇA, o berço onde se fermentaram as idéias mais nefastas da Terra. Foi lá que este numeroso grupo da cidade A CRUZADA achou ambiente propício.
Ninguém melhor do que o próprio Papa Urbano II.
Em outubro de 1095, no Concílio de Clermont, o Papa inspirado por estes seres, deu o grito de guerra contra os turcos.: DEVERIA MATAR OS MULÇUMANOS EM DEFESA DO SANTO SEPULCRO.
E diante da multidão proferiu.: "É Deus que o quer"; "Ide sob a égide de Cristo".

A PRIMEIRA GRANDE CRUZADA

Neste dia foi fundada a primeira Cruzada e teve como desfecho a morte de quase 1.000.000 (hum milhão) de pessoas.
Todavia, este grupo de seres da Cidade, que inspiravam aqueles que tinham retornado ao Planeta, temendo que as cruzadas acabassem, organizaram no século seguinte, um movimento semelhante.
AS CRUZADAS eram comandadas por homens nefários, sem qualquer sentimento de fraternidade.
Todavia, como no caso de mais de 400.000 (quatrocentas mil) crianças que sucumbiram sob a matança das Cruzadas, esses espíritos, mesmo em corpos de inocentes, eram velhos devedores perante a Lei; muitas dos quais tinham vindo do astral inferior.
O Papa Urbano II, que iniciou as Cruzadas, tinha como porta-voz, Pedro, o eremita, que comandava multidões com a força da voz e fazia com que as populações abandonassem suas atividades para marchar em direção à cidade Santa e libertá-la dos mulçumanos.
Estes - mulçumanos - daquela época, por sua vez, cuspiam de lado, desdenhando o Mestre dos mestres, tinham suas origens também na Grande Cidade A CRUZADA - inimigos do Cristianismo. Assim a lei levava as sombras lutarem entre si - carma com carma.
Foram mais de SETE CRUZADAS. Uma cada vez pior que a outra. Para se ter uma idéia da primeira Grande Cruzada, foram arregimentados mais ou menos 1.000.000 (hum milhão de cruzados) de todas as raças e posições sociais. A tomada de Jerusalém era um pretexto para a destruição.
Príncipes, reis, condes e todo o alto escalão da nobreza partiam para a Guerra sob a ameaça do Papa Urbano II que os ameaçava com a condenação eterna no Inferno. Para aqueles que iam, a promessa de serem perdoados pecados por mais graves que fossem.
A TERRA foi assolada pelas sombras.
A Idade Média marcou na história as maiores perversidades até então praticadas.


A INQUISIÇÃO

Foi na Itália, no Papado e Lúcio III, que se lançaram as bases da INQUISIÇÃO, no Concílio de Verona, em 1184 , para depois se criarem na França, os Tribunais do Santo Ofício, no ano de 1233, sob a influência de Gregório IX.
Esse movimento ceifou vidas e mais vidas no mundo inteiro, sem piedade, fazendo desaparecer o amor na própria religião. Carrascos se assentaram não só na cadeira de amor de Pedro Apóstolo, mas também tomando posições estratégicas de comando nos palácios e nas religiões.
NA seqüência da história diz o APOCALIPSE, CAP. 20, O FIM DO VERSÍCULO TRÊS.:
"Depois disso é necessário que ele seja solto por pouco tempo" se referindo que, depois dos 1.000 anos, seria solto Satanás por menor espaço de tempo, e, na verdade, assim aconteceu.
Quando eles desencarnavam, permaneciam na erraticidade por pouco tempo, pois os Seres de Luz, logo os traziam a duras provas na Terra, num trabalho indescritível de recuperação dessas almas desviadas da Paz.
Depois da CRUZADAS, explodiu a INQUISIÇÃO, plano dos mesmos espíritos já melhorados.
Como foi dito, Deus educa as almas por intermédio das próprias almas. Os 2.000.000.000 (dois bilhões) de espíritos da cidade negra baixaram na Terra em uma grande oportunidade de recomeço e, certamente, as Hierarquias Espirituais não iriam sacrificar santos e inocentes para servirem de pais a tais monstros, e sim, seres da mesma índole - monstros para devorarem monstros; cães para devorarem cães; lobos para caírem nas armadilhas de lobos.
GENGIS KHAN
GENGIS KHAN foi um guerreiro forte. Grandes extensões de terras foram pisadas e seus habitantes massacrados.
Foram trucidadas criaturas de todas as idades e o fogo era o sinal mais vivo de que ali passou Gengis Khan.
SALADINO
SALADINO, o Sultão, que dominava o Egito e a Síria, deixou sua marca na civilização da Idade Média, contribuinte para o aumento da calamidade universal, das catástrofes impostas pelas CRUZADAS.
Foi de grande expressão seu comando nefasto na TERCEIRA CRUZADA, pois resistiu com fúria outro grande guerreiro da Inglaterra, Ricardo Coração de Leão.

TORQUEMADA

Um nefasto príncipe negro, com o nome de Torquemada, surge na história da ESPANHA., patrocinado pelas Cruzadas do astral inferior, compactuado com milhares de outros de sua estirpe, para dar seqüência às Cruzadas na Terra.
A crueldade petrificou-se nesse ser de modo indescritível.
No ano de 1420, abre os olhos na Espanha, esse agente das trevas para presidir os tribunais das sombras e julgar os hereges, que eram seus próprios companheiros da antiga cidade A CRUZADA.
Em contraposição, em 1412, na cidade francesa de Domremy, nascia Joana D´arc que foi vítima de todos os tipos de sofrimentos nas mãos dos inquisitores: Foi vilipendiada; cuspida, maltratada e encarcerada pelo Santo Ofício e queimada em praça pública.
Também teve o mesmo fim, Jõao Huss, em 1415, por divulgar a ideologia diferente da época e foi ele, que acendeu no coração de Joana D'arc o mesmo ideal e um mesmo destino: FORTALECER A FÉ NOS CORAÇÕES DOS SOFREDORES, MOSTRAR A PRESENÇA DE DEUS EM TUDO E DEMOSNTRAR QUE SOMOS CONSTANTEMENTE OBSERVADOS E AMPARADOS PELOS ANJOS DA LUZ EM NOME DE CRISTO.

A INQUISIÇÃO EM PORTUGAL

A Santa Inquisição invadira as terras de Portugal em 1536, cobrindo-a de luto, matando e destruindo famílias. Quem denunciasse qualquer movimento suspeito ou pessoa, obtinha grande recompensa e ainda mais, tinha absolvido todos os seus pecados.
Portugal era atacada pelos agentes da Cidade A CRUZADA, agora vestindo a sotaina negra da Inquisição.
Portugal na época recebia grandes grupos de judeus e sírios e muitos grupos de todo o Oriente, que compunham a escória da sociedade.
Como a Lei de Deus é justa, os próprios Inquisitores, de tempos em tempos desencarnavam; voltavam à carne novamente, para serem perseguidos com o mesmo ferro que feriram.
Torquemada, invade também Portugal. Os reis temendo o Santo Ofício, favoreciam os sacerdotes que tinham independência de julgar quem quer que fosse.
Quase 30.000 (trinta mil) pessoas eram queimadas nas fogueiras; milhares torturados em praça pública ou mortas nos porões infectos; outros enforcados.
Tanto na Espanha quanto em Portugal, as orelhas e línguas cortadas diariamente enchiam balaios e eram atiradas aos cães .
Enquanto a política, olhava para o Brasil recém descoberto, os inquisitores tomavam conta de Portugal e de D.João III, até a intervenção de Napoleão na França, o que reduziu as atividades da Inquisição em Portugal.
A INQUISIÇÃO NO BRASIL
A derradeira catástrofe coletiva através de mudanças de clima, de deslocamento das águas e de reforma dos homens, respeitará, de certa forma, o BRASIL QUE NADA TEM A VER COM AS DÍVIDAS DO VELHO MUNDO.
Será o Brasil que servirá de hospital para recolher e amparar os enfermos e os que sobrarem das CONTORÇÕES GEOLÓGICAS, do difícil parto da Terra, do qual nascerá um sol que dissipará as trevas.
O BRASIL VAI REFLETIR SUA LUZ em todo o globo.
A escravidão no Brasil foi a Inquisição, já aliviada, que sobrou para a vigilância dessa nação, para que ela desse o exemplo de que todos tem o direito de liberdade.

HITLER

Para se ter uma idéia daqueles chefes da Cidade, HITLER, foi um dos últimos príncipes que ajudaram a governar a grande cidade nos céus do Equador : A CRUZADA
Apesar de ter ficado preso por 1.000 anos, Hitler ao assumir o comando da Alemanha tinha a tarefa de apurar a raça e destruir a Terra. Os comandados do Führer eram em torno de 500.000.000 (quinhentos milhões) que se dividiam nos dois planos de existência.
A suástica, o símbolo dos nazistas, era o desenho da cidade A CRUZADA - cuja quarta parte ele comandou durante todo o período, a não ser para voltar à Terra, com a pretensão de dominá-la ou então transformá-la em pó.
Assim, dessa forma, teve início a guerra de 1939 e 1945, com suas calamitosas conseqüências.
Do início das Cruzadas, Santa Inquisição, escravidão e até nossos dias, são igualmente 1.000 (mil) anos em que satanás há de ficar solto, numa luta de que fazem parte bilhões de espíritos.
Dessa jornada extravagante, quantos entenderam que o caminho é o do amor ?
PARA AQUELES MILHARES OU TALVEZ A MAIOR PARTE TERÃO QUE DESOCUPAR A CASA QUE OS RECEBEU COMO INQUILINOS QUE NÃO PAGAM ALUGUEL.
SERÃO DESPEJADOS PARA CASAS PIORES.
Os espíritos rebeldes e maus, terão que sair do Planeta para outro Planeta mais inferior, porque não dá mais para a Terra suportar estas vibrações pesadas.
No livro "FRANCISCO DE ASSIS" de JOÃO NUNES MAIA, MIRAMEZ, ed. Espírita Cristã, Fonte Viva , ele diz na página 62:

" E NO RAIAR DO TERCEIRO MILÊNIO, OS ARREPENDIDOS FICARÃO PARA HERDAR A TERRA, ONDE VAI HAVER PAZ, TRANQÜILIDADE E TRABALHO SUAVEMENTE FELIZ.
NÃO HÁ O QUE SE TEMER DAS PROFECIAS; ELAS ESTÃO SE CUMPRINDO E SE CUMPRIRÃO SEM QUE FALTE UM PINGO NA FRASE, SEM QUE FALTE UM TOM NO SOM DAS PALAVRAS; ENTREMENTES NINGUÉM SE PERDERÁ POIS NADA SE ACABARÁ".

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